‘Estado’ cresce e amplia liderança em São Paulo
Circulação diária na capital paulista cresceu 20% em dezembro na comparação com o ano passado e ficou 35% acima da ‘Folha’
SÃO PAULO - O Estado de S. Paulo consolidou a liderança no mercado paulista em 2011. O maior crescimento se deu na cidade de São Paulo, onde o jornal atingiu média de 155.192 exemplares por dia em dezembro, avanço de 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC ). A Folha de S. Paulo, segunda colocada, teve queda de 4% na circulação na mesma comparação, para 100.261 exemplares na capital paulista.
Na capital, a circulação do Estado foi 35% maior do que a da Folha de S. Paulo no período. Em todo o território paulista, a circulação do Estado atingiu 232.728 exemplares no último mês de 2011, expansão de 3% sobre dezembro de 2010. Na mesma comparação, a Folha de S. Paulo registrou queda de 2%, com média de 204.589 jornais em circulação por dia. No mesmo período, quando se consideram os números do IVC para a Grande São Paulo, o Estado cresceu 19%, para 177.213 exemplares, enquanto a Folha teve retração de 4%, para 121.703 unidades.
Em todo o País, a Folha contabilizou média de 286.397 exemplares vendidos por dia em dezembro, queda de 5% na comparação com 2010. O Estado atingiu média de 263.046 unidades no último mês de 2011, com avanço de 5% sobre o ano anterior.
Estratégia. Para o diretor executivo de mercado leitor do Grupo Estado, João Rosas, o avanço do Estado no território paulista reflete principalmente a qualidade do produto. "A credibilidade e a cobertura do jornal são reconhecidas tanto pelo público leitor do Estado quanto por aqueles que leem outros jornais", ressalta o executivo. "A principal diferença está na profundidade do conteúdo."
O bom desempenho no mercado paulista está intimamente ligado à escolha da empresa de concentrar suas ações de marketing nesse território. "Em São Paulo, o público prefere consumir jornal por meio da assinatura, que traz mais conveniência. O mesmo não ocorre em mercados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde a venda em banca é comparativamente mais forte." Rosas diz que a venda do jornal fora de São Paulo ocorre sem a definição de estratégias específicas de marketing. "Existe uma procura espontânea."
O peso da marca do Estado, segundo o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva, fica transparente no momento em que o leitor procura informação confiáveis na internet: "Conforme nossas auditorias, quando o leitor quer, por exemplo, saber mais sobre um navio que afundou, ele coloca essas palavras em um site de busca e acrescenta a palavra Estadão"
Meios digitais. Para 2012, de acordo com João Rosas, uma das metas do Grupo Estado é a convergência de ofertas de conteúdos dos meios físico (jornal) e digital (portal estadão.com.br, iPad, etc.). "Acreditamos que podemos evoluir para facilitar o acesso ao nosso conteúdo da forma que o leitor julgar mais conveniente", diz. Segundo o executivo, o consumidor de notícias está preparado para pagar por conteúdo de qualidade também nos meios digitais. "Por isso, cobramos a assinatura da versão do jornal para o iPad desde março do ano passado."
A aposta do Grupo Estado nos conteúdos digitais se reflete também nos acessos ao portal estadão.com.br. Em dezembro de 2011, o site atingiu 106,5 milhões de page views - alta de 67% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa Ibope-Nielsen. Com o resultado, o estadão.com.br se consolidou entre os três maiores portais de notícias do País, atrás de Globo.com e UOL.
A audiência do estadão.com.br foi maior do que em 2010 durante todos os 12 meses do ano, de acordo com o Google Analytics, serviço que oferece estatísticas para o mercado de internet. Um dos sites do portal que mais colaboraram com o aumento de audiência foi o Economia & Negócios. "No acumulado do ano, tivemos uma alta de 55% na audiência", afirma José Papa Neto, diretor de estratégias digitais do Grupo Estado. COLABOROU LÍLIAN CUNHA
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