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15 de Abril de 2010

 

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Estamos usando nosso arsenal de medidas para o consumo, diz Mantega

Durante prêmio da 'Agência Estado', ministro rebate críticas de que ações públicas para fomentar a demanda e incentivar o crescimento do PIB no País já se esgotaram

05 de julho de 2012 | 22h 40
Francisco Carlos de Assis e Gustavo Porto, da Agência Estado

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu nesta quinta-feira, 5, durante o Prêmio Destaque Agência Estado Empresas, as críticas recentes de que as ações públicas para fomentar a demanda e incentivar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no País se esgotaram. "É fantasia dizer que medidas de incentivo ao consumo estão esgotadas; basta ver medidas (de incentivo) para a linha branca e autos para ver que essa tese cai como castelo de areia", disse. "O governo usa um arsenal de medidas para sustentar investimentos e para incentivar o consumo", completou.

O ministro retomou o discurso feito ontem a empresários e banqueiros na Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pediu um maior apetite dos bancos na liberação de crédito e manteve a pressão para que as companhias privadas do setor produtivo tenham mais ousadia nos investimentos no atual momento de crise. "Se setor privado tivesse mais ousadia para investir e resolvesse ampliar o crédito de longo prazo, o BNDES contribuiria", disse o ministro. "Falta apetite dos bancos privados em liberar crédito e como em 2008, os bancos públicos entraram em campo e se saíram melhor", completou.

Mantega disse ainda que, mesmo com a crise atual, os mais pessimistas não enxergam um PIB negativo, como em 2009 e que "vamos trabalhar para crescer mais que em 2011". Para ele, o impacto do "novo equilíbrio econômico" tem sido retardado pela crise, mas teremos crescimento de 4% a 5% ao ano quando os impactos dela forem superados.

Ele citou também a desoneração da folha de pagamento, com a queda nos custos para empresas, com a queda da taxa de juros real, acrescentando que o País deixou de ser paraíso da arbitragem par ser o da produtividade. "Seguiremos desonerando a produção, sem abrir mão de um estado eficiente", afirmou.

Na abertura, o ministro saudou os premiados e disse que "este premio tem um significado especial, pois foi conquistado em situação econômica difícil, por isso tem um valor maior", concluiu, ao participar do Prêmio Destaque Agência Estado Empresas.

Investimento e crise

O ministro admitiu que nenhum empresário quer ampliar negócios se não houver demanda e afirmou que o governo trabalha, desde do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, para aumentar competitividade, com reformas para criar "um verdadeiro mercado de consumo de massa, com ascensão de 30 milhões de pessoas", disse. "Duplicamos o mercado de crédito e hoje estoque de crédito é de 50% do PIB, que um nível normal, mas ainda distante de se falar em esgotamento da capacidade de crédito".

Mantega voltou afirmar que o impacto da atual crise se compara à de 2008 e 2009, e que a diferença é o ritmo da atual, que é mais lento. "Agravamento da crise agora é resultado da demora em tomar medidas fiscais de grande envergadura", afirmou o ministro, antes de novamente criticar as ações europeias.

"As graves dificuldades da Europa se abateram e sob os agentes econômicos e a confiança foi minada; medidas europeias devem evitar crise bancária", disse. "Mas crise atual é longa agonia do paciente", comparou.





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