Europa tomará ações para combater crise, diz fonte do G-20
Citando comunicado preparado pela cúpula de líderes mundiais, pessoa a par do assunto informa que será pedido aos países do euro a quebra do 'círculo vicioso' entre governos e bancos
LOS CABOS, México - A Europa concordará em tomar "todas as medidas de política necessárias" para manter a zona do euro estável e intacta, de acordo com uma fonte do G-20, citando um esboço do comunicado preparado pela cúpula de líderes mundiais.
O documento também pede que os países da zona do euro encontrem formas de quebrar o "círculo vicioso" entre governos e bancos, disse a fonte à Reuters nesta segunda-feira,18, à medida que os líderes das 20 principais economias do mundo preparavam-se para iniciar a cúpula de dois dias no México.
"Os estados membros da zona do euro no G-20 tomarão todas as medidas políticas necessárias para salvaguardar a integridade e a estabilidade da zona do euro, incluindo o funcionamento dos mercados financeiros e acabar com o círculo vicioso entre soberanos e bancos", disse a fonte, citando o comunicado.
Os países europeus ofereceram à Espanha um plano de resgate de 100 bilhões de euros para os bancos do país no início deste mês, o que se somou a preocupações entre alguns investidores de que os custo de resgatar as instituições financeiras da região podem agravar a crise da dívida soberana.
Em uma rara referência a um país individualmente, o esboço do comunicado destaca a Grécia e a formação do novo governo após as eleições no domingo, nas quais venceu o Nova Democracia, partido que apoia o fundo de resgate da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas quer mudanças nos termos.
"Estamos ansiosos para a área do euro em parceria com o governo da Grécia para garantir que eles permaneçam no caminho para a reforma e sustentabilidade na área do euro", disse a fonte, mencionando o comunicado.
Também há um forte linguagem sobre crescimento — com aparentemente menos ênfase em cortes de déficits do que nos comunicados anteriores do G-20 —, um possível sinal para países como Alemanha e Grã-Bretanha, que permanecem firmemente comprometidos com cortes orçamentais profundos.
"Um crescimento forte, sustentável e equilibrado permanece entre as principais prioridades do G-20, o que leva a uma maior criação de empregos e aumenta o bem-estar das pessoas ao redor do mundo", de acordo com o esboço.
"Nós estamos comprometidos em adotar todas as medidas necessárias para fortalecer a demanda, apoiar o crescimento global e restaurar a confiança."
(Reportagem de Luke Baker)
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