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15 de Abril de 2010

 

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Ex-executivo do Goldman Sachs é condenado por uso de informação privilegiada

Rajat Gupta foi condenado em  3 acusações de fraude e uma de conspiração, por passar adiante informações confidenciais da Goldman Sachs e da Procter & Gamble

15 de junho de 2012 | 14h 30
Danielle Chaves, da Agência Estado

NOVA YORK - Um juiz federal dos EUA condenou Rajat Gupta, ex-executivo do Goldman Sachs, por uso de informações privilegiadas, coroando a queda da figura mais proeminente pega pelos esforços do governo para impedir o vazamento de segredos corporativos em Wall Street.

Ex-diretor do Goldman Sachs Group e da Procter & Gamble, Gupta foi condenado em três acusações de fraude com títulos e uma acusação de conspiração por passar adiante informações confidenciais sobre as duas empresas para um fundo de hedge que ganhou milhões de dólares negociando com base nas dicas. Gupta foi absolvido de outras duas acusações de fraude.

A pena para o ex-executivo pode chegar a 20 anos de prisão pelas acusações de fraude e até cinco anos por conspiração. No entanto a sentença provavelmente será significativamente reduzida sob as diretrizes federais. A data para anúncio da sentença foi marcada para 18 de outubro.

O caso é uma grande vitória para os promotores. Muitas das evidências contra Gupta eram circunstanciais, incluindo gravações telefônicas que mostravam que ele ligava rapidamente para Raj Rajaratnam, fundador do fundo de hedge Galleon Group, depois de receber informações confidenciais. Rajaratnam, que ordenava que seu fundo negociasse com base nas informações, foi condenado por uso de informações privilegiadas no ano passado e sentenciado a mais de 11 anos de prisão.

Até agora, Rajaratnam, que gerenciava US$ 7 bilhões em seus fundos de hedge, era a figura mais importante entre os condenados na investigação feita por promotores e pelo FBI depois de quase dois meses de julgamento no ano passado.

Gupta, de 63 anos, foi eleito três vezes como diretor-gerente da consultoria McKinsey & Co., de onde se aposentou em 2007. Depois de ser acusado pela Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA) em um procedimento administrativo em março de 2011, ele renunciou dos conselhos da P&G e da AMR Corp., controladora da American Airlines. Gupta já havia deixado o Goldman na época.

O julgamento de Gupta, que durou quatro semanas, teve como pano de fundo a crise financeira que explodiu no outono de 2008, quando ele foi acusado de fornecer a Rajaratnam informações confidenciais sobre duas questões cruciais para o Goldman: um investimento de US$ 5 bilhões do Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, e o primeiro prejuízo trimestral do banco como uma empresa aberta. As informações são da Dow Jones.





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