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15 de Abril de 2010

 

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FGTS aprova linha de crédito para compra de material de construção

Fundo voltado à classe média terá inicialmente R$ 300 mi, mas pode ser elevado para R$ 1 bi

10 de janeiro de 2012 | 17h 53
Edna Simão, da Agência Estado

BRASÍLIA - O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira, 10, uma linha de crédito especial para compra de material de construção pela classe média. Inicialmente, serão destinados R$ 300 milhões do fundo para esse tipo de operação, valor que, dependendo do comportamento da demanda, poderá ser elevado para até R$ 1 bilhão.

Para ter acesso a linha de crédito, o interessado precisa ser cotista do FGTS. O valor do empréstimo está limitado a R$ 20 mil e o prazo de pagamento será de até 120 meses. A taxa de juros será bem mais atrativa do que as oferecidas atualmente no mercado. O juro foi fixado em até 12% ao ano. Segundo o representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no conselho curador do FGTS, Claudio Conz, atualmente, o custo anual desse tipo de operação varia de 25% a 45% ao ano.

O representante do ministério do Trabalho na reunião, Paulo Furtado, explicou ainda que todos os cotistas, independente da renda mensal, poderão solicitar o empréstimo. O valor do imóvel que será reformado, no entanto, terá que obedecer os limites do FGTS ou seja R$ 500 mil. Além disso, se o valor do empréstimo exceder R$ 10 mil, o interessado terá que apresentar documentação de que está sendo efetuado o pagamento de benefícios previdenciários aos trabalhadores da obra.

Estímulo

Para Conz, que também preside a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), a medida vai ajudar a alavancar o crescimento das vendas de material de construção neste ano, período em que as instituições financeiras poderão ficar mais cautelosas na hora de emprestar dinheiro por conta dos efeitos da crise econômica mundial. A expectativa é de expansão das vendas entre 7 e 8% neste ano ante 4,5% de 2011.

O representante da CNC afirmou ainda que o valor de R$ 20 mil por cotista não é baixo. Segundo ele, em média, os empréstimos para essa finalidade variam entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. "Está bem adequado a realidade", frisou.





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