FMI apoia mais estímulos para ajudar recuperação econômica dos EUA
Segundo o fundo, a recuperação do país ‘ainda é dependende de suporte político’
CINGAPURA - A economia dos EUA pode precisar de mais estímulos e de uma política sustentada de taxa de juros baixas para estimular o crescimento, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo FMI, a recuperação "ainda é dependente de suporte político".
Em uma revisão anual, o FMI disse que a atual recuperação econômica dos EUA "tem sido lenta pelos padrões históricos" e acrescentou que a "perspectiva permanece incerta". O FMI também elogiou controversas políticas da Casa Branca, incluindo as reformas dos sistemas de saúde e financeiro aprovadas este ano, em contraste com avaliações pessimistas dessas políticas feitas por muitos economistas do setor privado.
O FMI pediu um suporte monetário sustentado para a economia, apoiando a atual posição do Federal Reserve a favor de baixas taxas de juros e deixando as portas abertas para mais compras de bônus do governo norte-americano para aumentar a liquidez. "Mais ação decisiva é necessária para atingir um crescimento estável no médio prazo e limitar os riscos adversos de problemas internacionais", disse a instituição.
Com relação às amplas preocupações com o rápido aumento da dívida dos EUA, o FMI afirmou que "um ajuste maior do que o previsto no orçamento será necessário para estabilizar a relação entre dívida e PIB". O FMI acrescentou que alguns diretores da instituição encorajaram autoridades dos EUA "a colocar a relação entre dívida e PIB na direção de um declínio no longo prazo". No entanto, o FMI também disse que os EUA têm espaço para gastos adicionais se a economia se desacelerar mais do que o previsto.
A opinião do FMI sobre o debilitado setor financeiro dos EUA é de que ele "se fortaleceu, mas continua vulnerável a choques", com a securitização privada e os balanços financeiros dos bancos ainda com prejuízos, o que cria deficiências de crédito na economia. O FMI disse ainda que o Fed está bem posicionado para gerenciar a transição para políticas monetárias de menos estímulos quando for preciso, dadas as ferramentas que adquiriu nos últimos meses. As informações são da Dow Jones.
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