'FMI' da União Europeia não ofereceria alívio imediato, diz UBS
Para estrategista do banco suíço, atuação do fundo poderia ser 'má ideia' se der liberdade aos países membros de não seguirem com rigidez regras da UE
SÃO PAULO - A criação de um fundo monetário europeu, ideia que tem sido discutida e tratada como o "FMI" da União Europeia (UE), não ofereceria um alívio importante para os problemas atuais na zona do euro neste momento, previu Manuel Oliveri, estrategista de moedas do UBS, em Zurique.
Em entrevista ao programa AE Broadcast Ao Vivo, ele argumentou que, além do fato de que a articulação para a formação de uma entidade de porte pode levar tempo, a atuação deste fundo monetário poderia se tornar uma "má ideia" se der liberdade aos países membros para não seguirem com rigidez as regras da União Europeia.
Isto poderia ocorrer, explica ele, se este órgão socorrer os países da região em caso de crises geradas por razões internas. Oliveri observa que a situação fiscal na Grécia já era um problema estrutural do país. Um socorro nestas condições poderia abrir brecha, pois os países membros da União Europeia têm de respeitar as determinações o Tratado de Maastricht, como limitar o déficit público a um nível inferior a 3% do PIB. Ele reconhece que a credibilidade do euro pode ser prejudicada se houver uma atuação do tal fundo no sentido de facilitar a solução de problemas internos.
Para o analista, a ideia de um fundo monetário da zona do euro apenas seria benéfica se oferecesse apoio para problemas enfrentados pelos países como consequência de causas externas. Por conta disso, ele estima que a distinção sobre a atuação do fundo monetário europeu, se a ideia se materializar, deverá se tornar tema para um intenso debate na região da moeda única europeia.
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