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15 de Abril de 2010

 

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FMI diz que BCE pode ter papel maior na luta contra crise do euro

Instituição poderia cortar mais os juros e até ser um credor de última instância, afirmou o fundo 

18 de julho de 2012 | 11h 15
Reuters

BRUXELAS - O Banco Central Europeu (BCE) pode ter um papel maior na luta contra a crise da dívida soberana da zona do euro por meio de mais cortes nas taxas de juros, compras de títulos e provisão de mais liquidez, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório sobre o bloco monetário.

O FMI afirmou ainda que o independente BCE, que é legalmente proibido de financiar governos, poderia receber a função de ser um credor de última instância, para ajudar a quebrar o círculo vicioso de governos altamente endividados tomando empréstimos de bancos que, em troca, ficam vulneráveis devido aos riscos associados aos títulos dos governos.

O fundo incitou os formadores de política da zona do euro a agirem imediatamente para conter a disseminação da crise de dívida no bloco monetário. No relatório chamado Artigo IV, o FMI disse que a zona do euro precisa começar a construir uma união bancária total que inclua um supervisor centralizado, mas também precisa antecipar planos para criar um fundo para garantir depósitos e pagar pela desativação dos bancos que são "grandes demais para falir".

O relatório de 45 páginas é o primeiro do FMI para toda a zona do euro, já que o fundo normalmente emite análises específicas para cada país. Segundo o FMI, os atrasos na ativação do fundo de resgate permanente da zona do euro, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), as incertezas sobre quando o supervisor bancário será criado e o fato de que muitas das medidas exigem suporte unânime dos membros da zona do euro podem prejudicar a potência dessa resposta à crise.

A previsão do FMI para a zona do euro é de um desempenho econômico entre -0,3% e 0,7% em 2012 e 2013. Para a inflação no bloco, a projeção é de "bem menos" de 2% em 2013 e 2014. O FMI agora enxerga 25% de probabilidade de a zona do euro entrar em deflação

Na semana passada, o presidente do BCE, Mario Draghi, disse que a instituição está disposta a fazer mais se for necessário para dar suporte à economia e aos bancos da zona do euro. "O BCE vai manter as linhas de liquidez abertas a todos os bancos solventes", disse Draghi, durante a reunião trimestral com membros do Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

O presidente do banco central não especificou quais medidas o BCE poderá tomar. Muitos analistas acreditam que o BCE deveria ressuscitar seu programa de compra de bônus de governos da região, oferecer mais empréstimos de longo prazo ou emprestar para os fundos de resgate europeus para que estes tenham mais recursos para dar suporte direto aos bancos e governos nacionais endividados do bloco.

"O banco central tem toda a capacidade de agir de forma firme e no momento certo para garantir a estabilidade de preços", disse o presidente do BCE. Isso significa, explicou, resguardar a região tanto contra o excesso de inflação quanto de índices de preços muito baixos.

No dia 7, o BCE anunciou um corte na taxa de juros de referência da zona do euro para o menor nível histórico, de 0,75%, e reduziu a 0% a taxa dos depósitos bancários na região. Com a medida, a instituição ofereceu um pouco de alívio para a combalida economia da zona do euro em meio a sinais de que as pressões inflacionários estão desaparecendo. O corte de 0,25 ponto porcentual - o primeiro promovido pelo banco desde dezembro - foi previsto por mais de dois terços dos analistas entrevistado pela Dow Jones, e leva as taxas de juros para menos de 1%, nível alcançado na sequência do colapso do Lehman Brothers em 2008.

(Com informações da Agência Estado)





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