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15 de Abril de 2010

 

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Fuga de capitais cresce 22,4% na Argentina

Segundo o Banco Central, saída totalizou US$ 1,966 bilhão entre abril e junho; para analistas, governo tem provocado incerteza na área conômica

17 de agosto de 2012 | 22h 52
Ariel Palacios, correspondente de O Estado de S. Paulo

BUENOS AIRES - Dados do Banco Central da Argentina indicam que, no segundo trimestre deste ano, a fuga de divisas aumentou 22,4% em relação ao primeiro trimestre. No total, a fuga foi de US$ 1,966 bilhão no período entre abril e junho.

Os analistas econômicos da city financeira portenha acreditam que, por trás da saída de divisas, estariam as incertezas geradas pelo governo da presidente Cristina Kirchner em relação à política econômica, principalmente o crescente intervencionismo estatal, os controles sobre a aquisição de dólares e os movimentos dos aliados kirchneristas para reformar a Constituição nacional, de forma a permitir reeleições presidenciais indefinidas.

No primeiro semestre deste ano, a fuga foi de US$ 3,5 bilhões. Esse volume mostra uma queda substancial na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a fuga foi de US$ 9,801 bilhões.

Os analistas destacam que a redução da fuga na totalidade do primeiro semestre deste ano foi causada pelas fortes restrições do governo Kirchner sobre o dólar, que tornam praticamente impossível que os argentinos adquiram atualmente a moeda americana no câmbio oficial. Por esse motivo, voltaram a florescer, tal como nos anos 80, os arbolitos (arvorezinhas, termo usado para designar os doleiros na Argentina).

Nos últimos cinco anos e meio, a fuga acumulada de divisas foi de US$ 81 bilhões, o equivalente a quase duas vezes as atuais reservas do BC.

Parte desse dinheiro foi para os colchões (forma usada para referir-se aos esconderijos domésticos para os dólares) e contas no exterior. Um dos pontos preferidos pelos argentinos são os bancos no vizinho Uruguai, vários dos quais abrem nos sábados para atender a clientela argentina.

Na contramão da fuga de divisas, a entrada de capitais privados na Argentina não vinculados ao pagamento de exportações está cada vez mais modesta. No segundo trimestre deste ano, de acordo com dados do Banco Central, entraram no país somente US$ 696 milhões. Isso equivale a apenas um terço dos capitais que ingressaram na Argentina no primeiro trimestre. Ou, o equivalente a apenas 20% do volume que entrou no país no trimestre do ano passado.





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