Fusão de Penguin e Random House cria editora de € 3 bi
Empresa, que terá 53% nas mãos da alemã Bertelsmann e 47% com a britânica Pearson, nasce com 25% do mercado de livros britânico
GENEBRA - Para enfrentar gigantes como Amazon, livros eletrônicos e uma verdadeira revolução no mercado, nasce a maior editora de livros do mundo. Nesta segunda-feira, a alemã Bertelsmann anunciou que sua editora, a Random House, e a Penguin Group, da empresa britânica Pearson, chegaram a um acordo de fusão. A nova empresa terá como meta realizar uma ofensiva sobre o mercado global. Brasil, Índia e China estão entre as prioridades do grupo.
Com um volume de negócios que chega a 3 bilhões e autores como Dan Brown, Toni Morrison, John Grisham e Patricia Cornwell em suas coleções, o acordo abre caminho ainda para uma consolidação no mercado de livros, justamente num momento de definição para muitas editoras. Só a Random House conta com 45 subeditoras, que colocam no mercado cerca de 200 livros por mês.
Segundo analistas, os tradicionais livreiros estariam enfrentando dois desafios paralelos. O primeiro é a quebra de dezenas de redes de livrarias, já que parte das vendas se transferiu para a internet.
O outro desafio é o fato de redes de vendas pela internet, como a gigante americana Amazon, terem acumulado amplos poderes para negociar margens, deixando editoras com uma participação menor nos lucros das vendas.
Pelo acordo, a Pearson - que também é dona do jornal britânico Financial Times - fica com 47% da nova empresa, enquanto a fatia restante de 53% fica com a Bertelsmann, empresa que já era uma das maiores do mundo, proprietária de tevês e, agora, dona de uma carteira de títulos que corresponde a 25% dos livros que se vendem no Reino Unido. O atual chefe da Random House, o alemão Markus Dohle, assumirá o cargo de CEO do novo grupo, que deixou claro que investidas na América Latina, China e India estão entre as prioridades.
Outra meta é a de entrar com força no mundo digital, hoje controlado por Google, Amazon e Apple, que redesenharam o mapa da indústria editorial no mundo e colocaram empresas centenárias em sérias dificuldades. A própria Pearson registrou um crescimento decepcionante de seus lucros nos primeiros nove meses do ano. "A união de esforços permitirá a publicação mais eficiente entre formatos tradicionais e novos formatos e redes de distribuição", declarou Thomas Rabe, CEO da Bertelsmann, numa referência à internet.
Com a fusão entre a Random House e a Penguin, o objetivo será colocar livros no mercado a custos mais baixos. Hoje, a Random House já é a maior editora do mundo e a Penguin ocupa a quarta posição.
Marjorie Scardino, CEO da Pearson, foi mais direta: segundo ela, a fusão "permitirá uma divisão dos custos e mais investimentos para tentar novos modelos nesse mundo excitante dos livros digitais e leitores digitais". Para John Makinson, presidente da Penguin, o mundo editorial vive "dias de transformação". "A parceria vai posicionar a Penguin Random House na vanguarda dessa mudança", prometeu.
Murdoch
A fusão foi anunciada depois que jornais ingleses relataram, no fim de semana, que a News Corp., que controla a editora HarperCollins, teria oferecido um acordo para comprar a Pearson. O acordo com a empresa alemã, portanto, seria um resposta à oferta do bilionário Rupert Murdoch, controlador da News Corp. A nova editora só ganhará vida no segundo semestre de 2013, depois da aprovação de agências regulatórias.
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 11:49 IBGE: Inova Energia tem demanda potencial ...
- 11:45 FecomercioSP: paulistano fica menos ...
- 11:45 Habitação teve R$ 281,343 bilhões ...
- 11:29 Crédito para veículos em abril chegou a ...
- 11:19 Volume de comércio mundial cresce 0,7% no ...
- 11:07 Estoque de crédito cresce 1,1% em abril ...
- 10:45 Portugal pode aliviar metas de déficit ...
- 10:36 Encomendas de bens duráveis nos EUA sobem ...
- 10:17 Administração pública ainda paga ...
- 10:13 Remuneração total paga por empresas ...





.jpg)



