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15 de Abril de 2010

 

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Fusões e aquisições caem 22,7% em 2011 e somam R$ 142,8 bi

Apesar do recuo, resultado anual é o segundo melhor desde 2006, segundo a Anbima

15 de fevereiro de 2012 | 11h 21
Rodrigo Petry, da Agência Estado

SÃO PAULO - As fusões e aquisições anunciadas em 2011 somaram R$ 142,8 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 15, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O valor é 22,7% inferior ao do mesmo período do ano passado, que totalizou R$ 184,8 bilhões, mas representou o segundo melhor resultado anual desde 2006, quando os dados passaram a ser compilados.

Em número de transações, o ano de 2011 bateu recorde. Foram 179 operações ante 143 fusões, aquisições, OPAS e reestruturações societárias de 2010, segundo a Anbima.

O coordenador do subcomitê de fusões e aquisições da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Bruno Amaral, avaliou que o ano passado foi desafiador para essas operações. "O segundo semestre, principalmente, foi muito desafiador, o que impactou no volume negociado. A bolsa teve uma desvalorização, afetando as avaliações das companhias", disse, durante entrevista a jornalistas.

O último trimestre do ano passado, porém, concentrou 34% das operações do ano, com um total de 61 negócios e um volume de R$ 32,1 bilhões. No quarto trimestre de 2010 foram 39 negócios, envolvendo valores no montante de R$ 34,4 bilhões. Além disso, das dez maiores operações realizadas em 2011, quatro ocorreram no último trimestre de 2011.

"Mesmo com todo o ambiente externo desafiador, registramos no ano passado o segundo maior volume financeiro de fusões e aquisições, o que é positivo", afirmou Amaral. Em 2011, a aquisição de controle foi a principal finalidade destas operações, tanto em volume financeiro (40,8%) quanto no total de negociações, com 119 das 179 anunciadas no ano passado.

Em 2011, o setor de telecomunicações foi destaque, com a reestruturação societária das controladas da Telemar Participações, que resultou na simplificação da estrutura societária, no valor de R$ 20,8 bilhões; e pela incorporação da Vivo pela Telesp, por R$ 11,3 bilhões.

Na sequência aparecem o aumento de capital da Petrogal Brasil, com a entrada da Sinopec, por R$ 9,1 bilhões; a entrada da Ternium na Usiminas, por R$ 5,8 bilhões; e a aquisição de participação na Pride International pela Ensco, parte Brasil, no valor de R$ 5,5 bilhões.

2012

Amaral disse ainda que as operações em 2012 podem superar os números do ano passado. "Ainda é cedo para avaliar, mas as condições existem. Temos tudo para bater recordes em 2012. O risco de uma ruptura na Europa este ano é menor".

Entre os setores que podem se destacar em 2012, Amaral citou as áreas de varejo, bebidas e alimentos, tecnologia da informação, educação e imobiliário. Outros, como os ligados à infraestrutura, energia, telecomunicações e commodities, também podem ter papel relevante, afirmou.


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