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15 de Abril de 2010

 

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G-20 deve pressionar UE a reforçar medidas contra crise na cúpula da próxima semana

Líderes prometeram nova abordagem para criar empregos e crescimento no continente, porém disseram que não forneceriam detalhes até o próximo encontro neste mês

15 de junho de 2012 | 17h 28
Renan Carreira, da Agência Estado

BRUXELAS - A Europa vai dizer aos líderes do G-20 em uma cúpula no México, na próxima semana, que os governos da zona do euro estão cientes do trabalho necessário para resolver a crise da dívida soberana da região e que o euro e a união formada em torno da moeda única vão permanecer.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso Barroso, participaram de uma teleconferência hoje com líderes do Reino Unido, da França, da Alemanha e da Itália - junto com o convidado permanente, a Espanha - para coordenar a abordagem deles para a cúpula. O comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não vão viajar ao México.

"Eles observaram uma ampla convergência de visões sobre questões da agenda do G-20, notadamente as prioridades que devem ser dadas para crescimento, emprego, regulação financeira e financiamento do desenvolvimento", afirmou o presidente da França, François Hollande, em um comunicado após a teleconferência.

O gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que há uma necessidade de se "tomar as ações apropriadas para assegurar a estabilidade econômica global e apoiar o crescimento".

O bloco precisa apresentar uma frente unida em face das críticas de seus pares. Na quarta-feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou que a Europa deveria criar uma união bancária, desenvolver um sistema de resgate mais robusto e fomentar o crescimento logo para impedir que a crise da dívida ingresse numa fase que dissemine uma situação calamitosa pelo sistema financeiro global.

Os líderes europeus prometeram uma nova abordagem para criar empregos e crescimento no continente na mais recente cúpula, porém disseram que não forneceriam detalhes até o próximo encontro neste mês. A Alemanha tem expressado relutância em relação a um bônus comum da zona do euro (eurobônus) - uma medida apoiada por França e outros países - sem mais união política e um papel maior para as instituições da UE. As informações são da Dow Jones.





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