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Gabrielli: Mudança na Petrobrás pode ter sido ‘antecipada’

'É tempo de mudança, é preciso mudar', afirmou em entrevista, lembrando que está a frente da Petrobrás há quase sete anos

06 de fevereiro de 2012 | 22h 39
Luciana Collet, da Agência Estado

SÃO PAULO - O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, disse há pouco, que o calendário da mudança na presidência da Petrobrás "talvez tenha sido antecipado". Na abertura do programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente da estatal disse que já discutia com a presidente Dilma Rousseff uma mudança da presidência da Petrobras "desde o primeiro momento" e ressaltou que é um projeto consensual, mas admitiu que a sua saída tenha sido antecipada em função dos acontecimentos, destacando as mudanças no governo da Bahia. "É tempo de mudança, é preciso mudar", afirmou, lembrando que está a frente da Petrobrás há quase sete anos.

Gabrielli irá trabalhar na equipe do governo de Jacques Vagner, que está atualmente em seu segundo mandato. "Com a experiência adquirida na Petrobrás, acho que posso ajudar na equipe", disse. Até agora ele ainda não revelou que posição deve assumir no governo baiano.

Ele negou que sua saída esteja relacionada a desavenças com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no que diz respeito à política de preços dos combustíveis, como se comenta no mercado.

Gabrielli disse que os acionistas da estatal, que são investidores de longo prazo, são favoráveis à estabilidade do fluxo de caixa.

O executivo alegou, ao ser questionado sobre o congelamento dos preços dos combustíveis, enquanto os preços no mercado internacional apresentam forte oscilação, que a manutenção dos preços permite a maior previsibilidade do fluxo de caixa.

Segundo ele, foi a política de maior estabilidade dos preços que permitiu à Petrobras ampliar os investimentos da estatal entre 2009 e 2010, após, portanto, a crise de 2008, com menor necessidade de captação de recursos no mercado financeiro

Gabrielli também afirmou que qualquer empresa de petróleo do mundo tem influência política. Mais cedo, ele havia dito que achava lícito que a Petrobrás abrigasse indicações políticas, mas também alegara que a imprensa carregava nesse assunto e cada um interpretava como queria. Apesar de admitir a influencia política, ele defendeu que todos os membros da diretoria da estatal, a exceção dele próprio, são todos funcionário de carreira na companhia.

Questionado se ele se considera o representante do PT da estatal, ele disse que não e argumentou que nunca tomou uma decisão que fosse beneficiar o partido e prejudicar a companhia. "Tenho certeza que não fiz nada nesse sentido".

O executivo participa neste momento do programa Roda Viva, da TV Cultura


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