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15 de Abril de 2010

 

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GM eleva financiamento para Opel e reduz pedido de ajuda à Alemanha

Medida 'remove quaisquer riscos possíveis de liquidez durante a reestruturação desde ano', diz comunicado 

02 de março de 2010 | 9h 52
Marcílio Souza, da Agência Estado

GENEBRA - A General Motors informou nesta terça-feira que vai aumentar o financiamento para sua unidade Opel de 600 milhões para 1,9 bilhão de euros (US$ 2,57 bilhões) e reduzir seu pedido de ajuda ao governo alemão de 2,7 bilhões de euros para menos de 2 bilhões de euros antes de uma grande reestruturação na marca.

"Esse compromisso da GM remove quaisquer riscos possíveis de liquidez durante a reestruturação deste ano", disse a Opel em comunicado. A GM disse que sua contribuição para a Opel e a marca britânica Vauxhall será feita sob a forma de aporte de capital e empréstimos.

A GM emprega cerca de 48 mil pessoas na Europa, cerca de 50% delas na Alemanha. A montadora planeja eliminar 8.354 posições no continente, sendo cerca de 4 mil na Alemanha, e reduzir sua capacidade em 20%. Além da Alemanha, a montadora norte-americana quer ajuda estatal do Reino Unido, Espanha, Polônia e Áustria para financiar seu plano de recuperação.

Diversos políticos alemães haviam pedido à GM que investisse mais dinheiro próprio no financiamento da reestruturação da Opel e afirmavam que os 600 milhões de euros anunciados originalmente foram usados para honrar um empréstimo-ponte.

"O compromisso de 1,9 bilhão de euros assumido pela GM é a ação certa para a Opel/Vauxhall e deve sinalizar claramente nossa determinação de revitalizar nossos negócios", disse o presidente da GM Europa, Nick Reilly.

No ano passado, numa decisão surpreendente, o conselho da GM desistiu de vender uma fatia majoritária na Opel para um consórcio liderado pela fabricante de autopeças canadense Magna International. O governo alemão apoiava a venda e concedeu em empréstimo-ponte para manter a Opel operando.

A decisão da GM de continuar com a Opel depois de meses de negociações despertou críticas de diversos políticos e sindicatos alemães, que haviam defendido fortemente a venda. As informações são da Dow Jones.


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