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15 de Abril de 2010

 

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GM enfrenta protesto de ex-trabalhadores na Colômbia

Manifestantes, que fazem greve de fome, costuraram os lábios e estão na frente da embaixada dos EUA na capital colombiana

08 de agosto de 2012 | 15h 49
André Lachini, da Agência Estado

BOGOTÁ - BOGOTÁ - Um pequeno grupo de ex-trabalhadores da General Motors Co. (GM) na Colômbia começou nesta quarta-feira, 8, a segunda semana de greve de fome e como parte do protesto os manifestantes costuraram seus lábios e estão na frente da Embaixada dos Estados Unidos na capital colombiana. A greve de fome dos ex-trabalhadores da Colmotores, subsidiária colombiana da GM, é o mais recente protesto de trabalhadores da montadora norte-americana na América do Sul. No Brasil, a GM concordou em não cortar 1.840 empregos na sua fábrica em São José dos Campos, em São Paulo, após protestos dos sindicatos e ameaças do governo de que demissões levariam ao fim das reduções nos impostos, realizadas mais cedo neste ano.

A GM ameaçou demitir os metalúrgicos em São José com o fechamento da linha de montagem do automóvel Corsa, que sairá de linha, com exceção do classic, carro de entrada da montadora no Brasil. Na Colômbia, o protesto dos ex-empregados da GM é liderado pela Asotrecol, um sindicato de trabalhadores e ex-trabalhadores de uma linha de montagem da GM perto de Bogotá. Os trabalhadores afirmam que foram demitidos da GM há mais de um ano, devido a sérios ferimentos que receberam enquanto trabalhavam carregando objetos e peças pesadas, fazendo movimentos repetitivos na linha de montagem e outros trabalhos pesados.

Pelo menos seis deles estão acampados na frente da embaixada. Eles dizem ter escolhido o local também em protesto contra um plano de ação trabalhista acertado no ano passado entre os governos dos EUA e da Colômbia, quando os dois países assinaram o tratado de livre-comércio. O plano, que supostamente deveria melhorar os padrões trabalhistas na Colômbia, que estão entre os mais baixos da América Latina, foi ignorado por ambos os governos, afirmam os sindicalistas colombianos.

Em e-mail a GM da Colômbia rechaçou as acusações. "A GM Colmotores respeita a lei e nunca colocou em risco a saúde e o bem-estar dos seus empregados", disse a empresa. "Além disso, a empresa gostaria de reafirmar que nenhum empregado foi demitido por motivos de saúde". A GM afirma que entre os ex-empregados que entraram com ações judiciais contra a montadora, em 95% dos casos a decisão judicial foi favorável à empresa.

A GM começou a operar com linha de montagem na Colômbia em 1957 e atualmente tem mais de 1.800 empregados. A fábrica colombiana também abastece os mercados do Equador e Venezuela. As informações são da Dow Jones.





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