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15 de Abril de 2010

 

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Governo confirma que diretor quer sair da Petrobrás

Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que outras mudanças na estatal, além da nova presidência, só ocorreriam por ‘iniciativa própria’ 

27 de janeiro de 2012 | 18h 18
Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira, 27, por meio de sua assessoria, que o diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, Guilherme Estrella, manifestou o desejo de sair do cargo. Segundo o ministro, este desejo ainda não foi formalizado à direção da estatal. Minutos antes, Lobão havia convocado uma entrevista coletiva para afirmar que não ocorreriam mudanças na estatal, salvo na presidência e na hipótese de algum diretor, por iniciativa própria, pedir para sair.

"A rigor não muda nada (na Petrobrás). Muda só o presidente e o assume o diretor da diretoria da qual sairá a doutora Graça Foster, que ainda não foi escolhido. No mais, permanece tudo como está, a menos que algum diretor pretenda, por iniciativa própria, sair. Será neste caso, claro, substituído", afirmou Lobão. Na semana passada, a assessoria de imprensa da Petrobrás confirmou a substituição do presidente José Sérgio Gabrielli pela diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster.

Ao longo da entrevista, Lobão reafirmou que não haveria mudanças, a não ser que algum diretor pedisse pra sair. "Eu estou dizendo que não haverá mudanças, exceto - repito pela quinta vez - se algum diretor decidir sair agora. Então ele pedirá pra sair e sairá", disse Lobão. O ministro não informou aos jornalistas, naquele momento, que tinha conhecimento do pedido de Estrella para deixar a diretoria. O cargo de Estrella é estratégico, porque coordena as ações de exploração do pré-sal.

A assessoria de imprensa do ministro justificou a omissão alegando que a coletiva havia sido convocada, apenas, para esclarecer que o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, permaneceria no cargo. Os rumores de que Machado seria substituído com a posse de Graça Foster causaram alvoroço no PMDB, responsável pela indicação do ex-senador para o cargo, que ocupa há nove anos.


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