Governo de SP debaterá nova política para o etanol
Alckmin convocou cadeia produtiva do combustível para discutir o setor no Estado; primeira reunião será nesta quarta-feira, com representantes dos trabalhadores e das indústrias de máquinas e base
SÃO PAULO - Na contramão das medidas pontuais de intervenção do governo federal no mercado do etanol, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convocou a cadeia produtiva do combustível para desenhar uma nova política do setor no Estado. A primeira reunião de discussão será amanhã (11), às 9 horas, na Secretaria de Agricultura, confirmou há pouco, à Agência Estado a titular da Pasta, Mônika Bergamaschi.
"A pedido do governador, chamamos representantes dos trabalhadores, das indústrias de máquinas e de base, além dos membros das usinas e de entidades", disse. "Vamos montar uma estratégia para o combustível via São Paulo", completou a secretária.
São Paulo é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar, com um total de 11,6 bilhões de litros na safra passada, ou 56,3% da oferta do Centro-Sul Brasil. O Estado é também o maior consumidor do País, graças à oferta e incentivos públicos para a demanda, como alíquota de 12% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do etanol hidratado, a menor do País.
No ano passado, o governador desonerou o ICMS para usinas sucroalcooleiras que fizessem investimentos na modernização de caldeiras para a produção de energia elétrica do bagaço de cana-de-açúcar. No entanto, a demanda desses equipamentos não cresceu, pois, de acordo com o setor, os preços da energia elétrica nos leilões federais seguem abaixo do custo e ainda sofrem com a concorrência da energia eólica.
"É uma judiação corrermos o risco de perder todo esse conhecimento que adquirimos durante anos e todo o investimento feito no Estado", concluiu a secretária.
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