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Governo prorroga desoneração de linha branca e móveis

Benefício tributário será estendido por mais dois meses para a linha branca e por três meses para o segmento de móveis; indústria e varejo se comprometem a manter empregos

29 de junho de 2012 | 18h 19
Bianca Ribeiro e Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

Texto atualizado às 23h40

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta sexta-feira a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os setores de linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e freezer) e móveis. Para o segmento de móveis a redução vai se estender por mais três meses. O ministro disse ainda que neste segmento será incluído ainda painéis de madeira, cuja a alíquota do IPI cairá de 5% para zero.

Para o segmento de linha branca, a prorrogação vai se estender por mais dois meses. Os refrigeradores continuam com redução de 15% para 5%; fogões, de 4% para zero; máquinas de lavar, de 20% para 10% e tanquinhos, de 10% para zero.

O governo prorrogou a isenção do PIS/Cofins para massas alimentícias até 31 de dezembro deste ano. A alíquota para esse produto já tinha sido reduzida de 9,25% para zero em março e deve se manter até o final do ano.

Em contrapartida, os setores da indústria e do varejo se comprometeram a manter e até elevar o nível de emprego. "Os setores aqui presentes estão se comprometendo a repassar para o consumidor a redução do IPI, manter o índice de nacionalização e emprego", disse o ministro.

De acordo com Mantega, no caso do varejo, os empresários estão até com dificuldades para encontrar trabalhadores disponíveis no mercado. "Para eles não é bom, mas para mim é uma boa notícia", disse o ministro.

Mantega, que esteve reunido durante horas nesta sexta com empresários dos setores de linha branca, móveis e varejo, avaliou que as medidas adotadas até agora foram bem sucedidas por terem ampliados as vendas e ajudado a expandir o emprego. "Por isso resolvemos prorrogar a redução do IPI", disse.

'Não é otimismo, é realismo'

O ministro afirmou ainda que, com as medidas do governo envolvendo redução de taxas de juros e de spreads bancários, bem como o aumento do crédito e a redução de tributos, o PIB do País terá condições de crescer neste ano "mais do que o do ano passado (2,7%)". A última previsão de Mantega, feita ainda em junho apontava para um PIB de 3,5% neste ano.

Segundo ele, no segundo semestre, o ritmo de crescimento da economia será de 3,5% a 4,0%. Questionado se essa previsão não estaria sendo otimista, tendo em vista que o próprio Banco central (BC) reduziu sua projeção de PIB para 2,5% em 2012 em relatório de inflação divulgado ontem, Mantega disse que não se tratada de "otimismo". "É realismo", reforçou.





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