Governos europeus articulam ajuda para a Grécia, dizem jornais
Segundo jornal Le Monde, países da zona do euro estão próximos de fechar um pacote de ajuda entre 20 bilhões de euros a 25 bilhões de euros
LONDRES - A Alemanha e a França estudam assumir a liderança de um pacote de 30 bilhões de euros em ajuda para a Grécia, disse o jornal austríaco Kurier, citando negociações secretas entre os governos. O Le Monde diz que os países da zona do euro estão próximos de fechar um acordo para conceder à Grécia entre 20 bilhões de euros a 25 bilhões de euros, citando documentos secretos que foram enviados aos comissários da União Europeia.
De acordo com o Kurier, Alemanha e França teriam juntos produzido um acordo que, no todo, daria um suporte financeiro de 55 bilhões de euros à Grécia, por meio de uma cesta de garantias de crédito e compras de bônus governamentais antes do final do ano, afirmou o jornal. Sem citar fontes, o jornal diz que a chanceler alemã Angela Merkel pretende comprometer-se com 20 bilhões de euros, enquanto o presidente francês, Nicolas Sarkozy, prepara-se para gastar até 10 bilhões de euros. Os governos alinharam seus planos com o Banco Central Europeu (BCE). Para evitar agitação, o governo alemão pediu que a ajuda fosse iniciada no feriado de Páscoa, quando os mercados europeus estão fechados.
O Le Monde informa que o plano de ajuda dos países da zona do euro está sendo discutido nesta sexta-feira por representantes do Tesouro dos países, da Comissão Europeia e do BCE. Duas opções são estudadas, diz o Le Monde. Os países poderiam lançar uma linha de crédito financiada pelos membros da zona do euro ou criar uma linha financiada por empréstimos da União Europeia.
A primeira opção, de acordo com o documento, seria mais fácil no curto prazo. A segunda, viável no médio prazo, evitaria que os 16 países que partilham o euro tivessem de recorrer a seus orçamentos, já que apenas garantiriam um empréstimo a partir da comissão, afirmou o Le Monde. Vários países, incluindo a Bélgica, insistiram que qualquer atitude deve ser coordenada nos parâmetros da União Europeia e não apoiar-se em iniciativas da França e da Alemanha. As informações são da Dow Jones.
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