Graça explica prejuízo da Petrobrás com conjunção de fatores
Presidente da estatal também sinaliza que os próximos resultados devem vir com números mais favoráveis e reitera o comprometimento com a paridade de preços
RIO - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, justificou com uma conjunção de fatores, em comentários publicados no resultado do segundo trimestre da companhia, o prejuízo sofrido pela companhia no período. Graça também sinaliza que os próximos resultados devem vir com números mais favoráveis e reitera o comprometimento com a paridade de preços.
Segundo ela, o resultado é decorrente, principalmente, da expressiva depreciação do real frente ao dólar, despesas extraordinárias com poços secos, cujas perfurações foram realizadas principalmente entre 2009 e 2012, menor exportação de petróleo fruto da menor produção devido às paradas programadas com vistas ao aumento da eficiência e segurança operacional, além do desalinhamento de preços dos derivados vendidos no mercado brasileiro em relação aos parâmetros internacionais.
No texto, a presidente diz que a companhia está trabalhando para recuperar a rentabilidade. "Desde que assumi a presidência da Petrobrás, há cinco meses, venho reiterando nosso comprometimento com a paridade internacional de preços", disse.
Ela lembrou os aumentos de 3,94% para o diesel e 7,83% para a gasolina, a partir de 25 de junho, e de 6% para o diesel, a partir de 16 de julho.
"Esses reajustes são necessários para a financiabilidade do Plano de Negócios e Gestão, para preservarmos nossos limites de alavancagem e para garantir a lucratividade da Companhia", disse.
Segundo ela, o novo plano de negócios 2012-2016 tem como foco a produção de óleo e gás no Brasil, associada à precisão no estabelecimento das metas e à gestão rigorosa de projetos com especial atenção à disciplina de capital.
"Desde sua divulgação, avançamos em questões importantíssimas. Exemplos recentes são a aprovação da assinatura dos contratos para a construção de sondas de perfuração e de topsides para os replicantes do Pré-Sal, além dos progressos nos estaleiros brasileiros, como atestam o sucesso no deck mating da P-55 no Pólo Naval do Rio Grande e a definição do novo parceiro tecnológico do Estaleiro Atlântico Sul. Continuamos trabalhando para a recuperação da eficiência operacional na Bacia de Campos e para a otimização de custos operacionais, dois vetores essenciais para a melhora dos nossos resultados".
Graça lembra que no segundo semestre de 2012 está prevista a entrada em produção de dois novos sistemas: Cidade de Anchieta com capacidade de 100 mil bbl/d (Baleia Azul) e Cidade de Itajaí com capacidade de 80 mil bbl/d (Baúna & Piracaba).
"Esses sistemas, assim como a entrada de novos poços em outros sistemas, serão contribuidores para o aumento da produção e consequente atingimento das metas previstas para o ano", disse.
No Refino, a presidente diz que a empresa está operando em excelentes níveis de eficiência operacional e batendo sucessivos recordes de processamento. "Avançamos na modernização do parque e já em agosto a unidade de coque da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) irá operar em plena carga, aumentando a produção de óleo diesel".
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