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15 de Abril de 2010

 

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Grécia pode pedir ajuda da UE se spreads não caírem, dizem fontes

Alto prêmio cobrado do País por investidores de bônus é insustentável e deve ser reduzido nas próximas seis ou oito semanas

10 de março de 2010 | 9h 48
Danielle Chaves, da Agência Estado

NOVA YORK - A Grécia pode pedir formalmente uma ajuda financeira à União Europeia se os custos para tomar empréstimos não caírem fortemente nas próximas semanas. Se isso não funcionar, o país vai buscar um resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI), de acordo com autoridades do governo grego.

O alto prêmio (spread) cobrado da Grécia por investidores de bônus é insustentável e deve ser reduzido nas próximas seis ou oito semanas, segundo uma das fontes. "Para que os spreads diminuam, nós precisamos de algum tipo de garantia para nossos bônus dos parceiros europeus", disse a fonte.

"Se eles não fizerem isso e os spreads continuarem tão grandes, nós provavelmente vamos pedir publicamente assistência econômica e, se não houver resposta, não haverá outra escolha a não ser nos voltarmos para o FMI", completou. Várias formas de assistência são possíveis, afirmou a fonte, incluindo a de fazer bancos estatais europeus comprarem dívida grega.

Os comentários são os mais recentes em uma disputa entre grandes países da União Europeia, como a Alemanha, que estão relutantes em dar à Grécia qualquer ajuda, e Atenas, que diz precisar de ajuda para resistir à sua crise de dívida. Outra autoridade afirmou que a Grécia fez tudo o que pôde e agora precisa ver "um claro comunicado de apoio" na terça-feira da próxima semana, quando ministros de Finanças europeus farão uma reunião.

Como as incertezas com relação aos problemas da Grécia permanecem, os investidores estão pedindo um yield sobre os bônus de 10 anos do governo cerca de 300 pontos-base mais alto do que o pedido sobre os títulos alemães. Em termos de mercado, os investidores estão pedindo um yield de 6,076% para manter bônus gregos de 10 anos, em comparação com um yield de 3,141% por um título alemão de duração equivalente.

As autoridades ouvidas pela Dow Jones disseram que a Grécia precisa que o spread diminua para cerca de 200 pontos-base rapidamente, pois o país tem de pagar cerca de 22 bilhões de euros em bônus que vencem em abril e maio. Ontem duas fontes afirmaram que o governo da Grécia vai tentar levantar mais 10 bilhões de euros por meio de uma ou duas emissões de bônus em março e entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões com uma oferta separada direcionada a investidores dos EUA e da Ásia.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, se reuniu nos últimos dias com uma série de autoridades mundiais, como a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o presidente dos EUA, Barack Obama. "Em todas as reuniões o primeiro-ministro reiterou que a Grécia precisa de suporte da União Europeia", disse uma das fontes. "O próximo movimento deve vir de Bruxelas e não resta muito tempo", acrescentou.

As informações são da Dow Jones.


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