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15 de Abril de 2010

 

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Grécia precisará de 3º pacote de resgate, diz representante do país no FMI

Saída da Grécia da zona do euro é uma última alternativa ao problema de reestruturação da dívida grega

13 de setembro de 2012 | 11h 38

NOVA YORK - Uma alta autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que a Grécia vai precisar de um terceiro pacote internacional de resgate, deixando claro que essa nova ajuda dependerá da zona do euro e do Banco Central Europeu (BCE).

"A Grécia vai precisar de financiamento adicional, que pode tomar a forma de um envolvimento do setor público (na reestruturação da dívida grega) ou de novos empréstimos, de preferência com termos mais favoráveis", disse em entrevista Thanos Catsambas, um diretor executivo substituto, que representa a Grécia na diretoria do FMI.

Veterano no FMI, Catsambas, em sua posição atual, tem conhecimento das negociações entre a troica de credores internacionais e a Grécia. Segundo ele, a saída da Grécia da zona do euro é uma última alternativa, "uma eventualidade indesejável que fará o país retroceder muitas décadas".

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, tem pedido aos credores internacionais uma extensão de dois anos no prazo para o país cumprir suas metas fiscais, o que geraria uma necessidade adicional de financiamento de 20 bilhões de euros, nesse período. O governo grego tem analisado a possibilidade de cobrir essa necessidade com a emissão de títulos de curto prazo, mas Catsambas afirma que é "totalmente irrealista" pensar que a Grécia pode conseguir isso sozinha.

Para o representante do FMI, a zona do euro e o BCE deveriam assumir a tarefa de ajudar a Grécia a cobrir essa necessidade adicional de financiamento. "Uma prorrogação no prazo do pagamento do empréstimo feito pelo FMI à Grécia é impossível, já que todos os termos e condições dos empréstimos do FMI para todos os países são baseados em regras que não são negociáveis".

O fracasso da Grécia em implementar as reformas exigidas em troca do pacote internacional de resgate, e o fato de que a trajetória da dívida grega continua insustentável, torna impossível que o FMI empreste mais dinheiro para o país. Segundo Catsambas, o governo anterior da Grécia, liderado pelo tecnocrata Lucas Papademos, estimava que "apenas 22% dos compromissos assumidos com a troica tinham sido implementados" em 2011.

Catsambas reconhece que uma reestruturação da dívida grega que está na mão do setor público seria muito difícil de ser aprovada, mesmo que isso pareça extremamente necessário. "A dificuldade com o envolvimento do setor público é que isso abre um possível precedente para outros tomadores de empréstimos, o que, é claro, os países da zona do euro e o BCE querem evitar". As informações são da Dow Jones.





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