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15 de Abril de 2010

 

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História indica alta na bolsa de Londres por Olimpíada

Nas últimas cinco Olimpíadas, a bolsa do país-sede teve desempenho em média 16,4% superior ao MSCI, índice global de referência

20 de junho de 2012 | 12h 35
Reuters

Investidores que desejem lucrar com a Olimpíada de Londres podem escolher ações britânicas de hotéis, agências de publicidade e varejo, pois a história sugere que o evento, embora tenha pouco impacto macroeconômico, pode estimular o índice FTSE100 da bolsa de Londres nos próximos 12 meses.

Nas últimas cinco Olimpíadas, a bolsa do país-sede teve desempenho superior ao MSCI, índice global de referência --em média 16,4% acima - durante o ano que se seguiu ao evento, segundo pesquisa do Saxo Bank.

"De uma perspectiva histórica, as chances (de bom desempenho das principais ações britânicas) são muito boas", disse o analista de títulos Mathieu Bolduc, autor do estudo, que atribui essa diferença à publicidade que o país anfitrião recebe.

Embora um eventual agravamento da crise na zona do euro possa afetar o índice FTSE, as ações que o compõem continuam sendo uma aposta popular entre investidores ávidos por evitarem uma exposição direta à Europa continental.

O Société Générale, que aumentou nesta semana a alocação de papéis britânicos até o nível máximo de 10% na sua carteira múltipla, citou a Olimpíada como uma razão adicional para preferir o FTSE ao índice norte-americano S&P 500. As recentes valorizações nas ações e a situação política também levaram o banco a tomar essa decisão.

Uma forma mais direta de lucrar com os Jogos pode ser com a compra de ações individuais. Alguns analistas têm recomendado as da Aggreko, maior fornecedora mundial de energia temporária. A empresa fechou um contrato de cerca de US$ 80 milhões para os Jogos, que começam em 27 de julho.

A rede de hotéis Intercontinental, que gerencia a Vila Olímpica e outras formas de alojamento, também deve faturar alto, ao passo que o impulso nos gastos publicitários pode ter um reflexo positivo nas ações da agência WPP.

Muitos varejistas britânicos estão apostando que a Olimpíada vai estimular vendas -- seja no consumo adicional de alimentos e bebidas diante da TV, na compra de novos televisores, em mercadorias alusivas ao evento ou até em equipamentos esportivos para quem acabar entrando no clima.

Estrategistas do banco Espírito Santo citaram em nota ações das redes varejistas M&S, Next e Sainsbury como possíveis beneficiárias.

A Kantar, empresa de pesquisas de mercado, também prevê alta nas vendas dos produtos de mercearia, e observou que os britânicos já gastaram 213 milhões de libras adicionais durante as recentes celebrações dos 60 anos do reinado de Elizabeth 2ª.

Já a RBS alertou que "não dá para estar na High Street (rua comercial) e no sofá ao mesmo tempo, e a redução dos movimentos nas ruas pode na verdade contrabalançar qualquer estímulo direto decorrente da Olimpíada".





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