Hungria se diz otimista sobre um acordo rápido com FMI e UE
A fim de obter ajuda financeira, primeiro-ministro afirmou que pode pressionar o Parlamento a fazer as mudanças jurídicas necessárias até o fim do próximo mês
BUDAPESTE - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, que busca um acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre ajuda financeira, afirmou que pode pressionar o Parlamento a fazer as mudanças jurídicas necessárias até o fim do próximo mês. Orban, cujo governo tem enfrentado há semanas um debate público com organizações internacionais, disse que está otimista com a possibilidade de um acordo para ajuda ser alcançado até o fim de março.
"Nós estamos prontos para consultas sobre todos os assuntos", disse o premiê. "A situação está clara, isso ajudará a Hungria a permanecer nos mercados financeiros", acrescentou. Orban comentou, no entanto, que uma definição sobre a ajuda também depende da UE e do FMI. Uma delegação da Hungria concluiu recentemente uma rodada informal de consultas com as duas entidades para delinear o terreno para as negociações formais sobre uma linha de crédito para o país.
A Hungria afirma que não pretende sacar os recursos e que vai continuar se financiando nos mercados, mesmo que tenha de pagar taxas de juros mais altas do que as que seriam cobradas pela UE e pelo FMI. Segundo Orban, o país conseguirá captar dinheiro nos mercados pelos próximos um ou dois anos, mas, no longo prazo, tomar empréstimos no mercado à atual taxa de 9% será insustentável.
Separadamente, uma porta-voz da UE afirmou que as conversas entre líderes europeus e Orban ofereceram esperança de que o país consiga ajustar as controversas leis que foram criticadas recentemente. A Comissão Europeia está "animada com a disposição da Hungria de resolver isso rapidamente", disse a porta-voz. "Nós estamos ansiosos para ver as preocupações relacionadas à independência do banco central da Hungria resolvidas", acrescentou. Orban se reuniu ontem com autoridades europeias, incluindo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. As informações são da Dow Jones.
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