IBP defende revisão de índices para contratos futuros
RIO DE JANEIRO - O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, defendeu, nesta quarta-feira, uma revisão dos índices de conteúdo local para contratos futuros. De acordo com ele, as regras "afetam a própria Petrobras", que "tem a capacidade limitada pela indústria".
O IBP tem uma proposta, em discussão com agentes do setor e governo, para reduzir alguns porcentuais, premiar empresas que excederem os índices e reinvestir as eventuais multas no crescimento do setor, em vez de destiná-las ao Tesouro. Segundo De Luca, o estudo está tendo boa aceitação. Os comentários foram feitos no VIII Fórum Ibef de Óleo e Gás, no Rio.
De Luca disse que os investimentos da Petrobras deram um salto que não foram acompanhados pela capacidade da indústria. Ele lembra que nas décadas de 80-90 os investimentos da estatal eram de cerca de US$ 2 bilhões e hoje o plano quinquenal está em US$ 236,5 bilhões. "O nível de investimento aumentou extremamente sem que a capacidade da indústria tenha acompanhado", disse.
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