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Inflação de maio será menor, afirma Tombini

Presidente do BC também projetou um recuo da inadimplência no 2º semestre 

05 de junho de 2012 | 16h 09
Reuters com Agência Estado

BRASÍLIA - O governo espera um IPCA de maio menor do que o registrado em abril, quando houve alta de 0,64%, com manutenção de recuos no período de 12 meses, afirmou nesta terça-feira o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Durante participação em audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização no Congresso Nacional, Tombini disse ainda que a inflação de serviços inicia processo de recuo.

O presidente do BC afirmou que a avaliação da instituição é que a inadimplência deve cair ao longo do segundo semestre. Uma das explicações é que a inadimplência atual reflete operações mais antigas e que já há uma "safra" de crédito desde agosto que apresenta nível menor de atrasos. Ele citou, por exemplo, que as concessões de crédito para veículos realizadas a partir do segundo semestre de 2011 estão nessa situação.

Uma das explicações é a redução dos juros desde agosto, que influenciou na queda dos juros e dos spreads bancários, que "que inclusive facilita o processo de refinanciamento e renegociação de dívidas".

Também devem contribuir para a queda na inadimplência, segundo Tombini, a perspectiva de aceleração do crescimento ao longo do segundo semestre, a geração de novos postos de trabalho, a taxa de desemprego em nível historicamente baixo e a renda em ascensão.

O presidente do BC citou ainda a trajetória de queda da inflação, "preservando os ganhos reais de salários" e que gera uma capacidade maior de pagamento, e o prazo curto de maturação dos créditos no Brasil, "que propicia um ajuste mais rápido das dívidas" das famílias e empresas.

"Há defasagens. A distensão das condições financeiras vai cada vez mais sendo sentida na economia, que vai pegando maior velocidade. E quando a economia cresce, gera condições para redução da inadimplência", afirmou Tombini.

"O recuo vai ser mais sentido no segundo semestre. A safra de crédito já vem com mais qualidade desde o segundo semestre do ano passado. Isso indica que a inadimplência tende a recuar", continuou o presidente do BC, que participa de audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), na Câmara dos Deputados.





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