Inflação no varejo acelera 0,93% na 2ª prévia de março
Taxa foi influenciada pelo grupo alimentação, com destaque para alta nos preços de hortaliças, legumes e frutas
RIO - A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ganhou força. O índice subiu 0,93% até a quadrissemana encerrada em 15 de março, taxa maior do que a apurada no IPC-S da primeira quadrissemana de março, quando avançou 0,88%. A informação foi anunciada nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ainda segundo a FGV, das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, apenas duas apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, da primeira para a segunda quadrissemana de março.
A taxa maior do IPC-S da primeira para a segunda quadrissemana de março (de 0,88% para 0,93%) foi influenciada por um cenário de inflação mais intensa nos preços de alimentação (de 1,95% para 2,42%); e pelo fim de queda nos preços de vestuário (de -0,70% para 0,07%).
As contribuições para a inflação mais forte dos alimentos partiram de acelerações nos preços de hortaliças e legumes (8,19% para 10,69%) e frutas (2,84% para 3,36%). Já no grupo vestuário, o término da deflação foi causado pela chegada da nova coleção outono-inverno nas lojas. Isso enfraqueceu a queda nos preços de roupas (de -1,14% para -0,36%), no mesmo período.
As outras classes de despesa usadas para cálculo do indicador apresentaram desacelerações ou quedas de preços. É o caso de habitação (de 0,34% para 0,30%); saúde e cuidados pessoais (de 0,47% para 0,39%); educação, leitura e recreação (de 0,07% para -0,02%); transportes (de 1,38% para 0,79%); e despesas diversas (de 0,42% para 0,20%).
Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as altas mais expressivas foram registradas em tomate (45,33%); açúcar refinado (11,70%); e batata-inglesa (10,22%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em maçã nacional (-20,34%); cenoura (-6,99%); e contra filé (-4,21%).
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