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15 de Abril de 2010

 

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Investimento da Petrobrás soma R$ 72,546 bi em 2011, abaixo do previsto

Previsão já revista em julho era de  R$ 84,7 bilhões; número reportado há pouco é, inclusive, 5% inferior aos R$ 76,4 bilhões investidos em 2010

09 de fevereiro de 2012 | 20h 38
André Magnabosco e Mônica Ciarelli, da Agência Estado

SÃO PAULO E RIO - A Petrobrás totalizou investimentos de R$ 72,546 bilhões em 2011, abaixo da previsão projetada para o ano, que era de R$ 84,7 bilhões. Em julho passado, a companhia já havia revisado a estimativa de investimentos em 2011, dos iniciais R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões. O número reportado há pouco é, inclusive, 5% inferior aos R$ 76,4 bilhões investidos em 2010.

A maior parte dos investimentos da Petrobrás ocorreu na área de Exploração e Produção (E&P), com o equivalente a R$ 34,251 bilhões. O aporte na área representa uma expansão de 4,63% em relação ao volume de 2010. Na área de Abastecimento, por outro lado, o investimento encolheu 4,71% na mesma base comparativa, para R$ 27,117 bilhões.

A maior variação, entretanto, ocorreu na divisão de Gás e Energia, controlada pela futura presidente da Petrobrás, Graça Foster. O aporte na área encolheu 44,26% nessa base comparativa, para R$ 3,848 bilhões.

Quando considerado apenas o investimento do quarto trimestre, a companhia mobilizou R$ 21,715 bilhões, expansão de 9,06% em relação ao mesmo período de 2010.

Alavancagem

A alavancagem líquida da Petrobrás, relação entre o endividamento líquido e o patrimônio líquido, encerrou o quarto trimestre de 2011 em 24%. O resultado representa uma variação positiva de dois pontos porcentuais em relação ao patamar de 22% do terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2010, a variação foi ainda maior, de oito pontos porcentuais.

O indicador passou a ser observado de perto por analistas e investidores após ultrapassar os 30% e, com isso, pressionar a Petrobrás a realizar a operação de aumento de capital concluída em setembro de 2010.

Em razão da operação, a alavancagem líquida da Petrobrás de 34% no segundo trimestre de 2010 foi para 16% no fechamento do trimestre seguinte. A prioridade da companhia, conforme divulgado anteriormente pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, é manter o indicador entre 25% e 35%.

O nível de endividamento medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, que estava em 1,41 vez ao final do terceiro trimestre de 2011, subiu para 1,66 vez no encerramento do ano passado. A dívida líquida ao final de 2011 somava R$ 103,022 bilhões, com acréscimo de 12,23% em relação ao montante reportado no final do terceiro trimestre.

A dívida total da Petrobrás atingiu R$ 155,554 bilhões em dezembro, uma expansão de 5,93% em relação ao terceiro trimestre. O total de recursos em caixa da companhia, incluindo disponibilidades e títulos públicos federais, atingiu R$ 52,532 bilhões, com queda de 4,57% em igual base comparativa.


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