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15 de Abril de 2010

 

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Investimento estrangeiro no Brasil bate recorde em 2011

Valor foi suficiente para cobrir o saldo negativo de US$ 52,612 bilhões das contas do País com o exterior

24 de janeiro de 2012 | 10h 53
Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, da Agência Estado

SÃO PAULO - As contas externas brasileiras apresentaram em 2011 um saldo negativo de US$ 52,612 bilhões. De acordo com o Banco Central (BC), esse resultado é o maior da série histórica iniciada em 1947. O resultado foi pior do que o esperado pelos analistas consultados pelo AE Projeções, que esperavam um déficit de US$ 50,330 bilhões a US$ 52,300 bilhões, com mediana negativa de US$ 51,000 bilhões.

O déficit em conta corrente de 2011 equivale a 2,12% do PIB.

O rombo nas contas externas foi totalmente coberto pelos ingressos de investimentos estrangeiros diretos (IED), que bateram recorde em 2011 e alcançaram US$ 66,66 bilhões. O resultado do ano ficou acima do teto das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que era de US$ 65,60 bilhões. Esse resultado de investimentos diretos no País também é recorde.

A projeção de déficit em conta corrente ficou menor do que a última estimativa do Banco Central, que era de US$ 53 bilhões. O IED, por outro lado, superou a previsão do BC, que era US$ 65 bilhões para o ano.

O chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel, anunciou que a instituição prevê que o déficit em transações correntes deve fechar o primeiro mês de 2012 em US$ 6,7 bilhões. Se confirmado, o valor será maior que o observado em dezembro de 2011, quando o saldo negativo somou US$ 6,040 bilhões.

Maciel também anunciou que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto já soma US$ 4 bilhões em janeiro, conforme dados atualizados até esta terça-feira, 24. Diante dessa evolução, o mês deve terminar com entrada de US$ 4,5 bilhões em IED. Se confirmado, o montante será menor que o observado em dezembro de 2011, quando ficou em US$ 6,645 bilhões.

Dívida

A dívida externa brasileira fechou 2011 em US$ 297,349 bilhões. Essa é uma posição estimada pelo Banco Central em nota divulgada hoje. O resultado mostra o aumento de US$ 870 milhões em relação à posição de setembro do ano passado.

A dívida de longo prazo fechou 2011, de acordo com as previsões do BC, em US$ 258,310 bilhões, com aumento de US$ 58,813 bilhões em relação ao montante de US$ 199,497 bilhões em dezembro de 2010. Já a dívida de curto prazo fechou o ano passado em US$ 39,040 bilhões, com redução de US$ 18,267 bilhões em relação ao estoque de US$ 57,307 bilhões registrado em dezembro de 2010.

Já a taxa de rolagem de empréstimos externos de médio e longo prazos total alcançou 465% em 2011. A rolagem da dívida externa foi maior do que em 2010, quando a taxa foi de 243%. Enquanto a taxa de rolagem do setor privado foi de 518% em 2011, a taxa de rolagem do setor público ficou em 267%.

Em dezembro, a taxa de rolagem total foi de 257%, sendo que o setor privado teve uma taxa de refinanciamento de 259% e a do setor público, de 21%.


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