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15 de Abril de 2010

 

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Japão deve ter orçamento recorde de R$ 1,03 trilhão

Decisão pode abrir caminho para que o governo implemente novas medidas de suporte ao crescimento 

02 de março de 2010 | 8h 37
Danielle Chaves, da Agência Estado

TÓQUIO - A Câmara Baixa do Parlamento do Japão aprovou um orçamento recorde de 92,299 trilhões de ienes (US$ 1,03 trilhão) para o próximo ano fiscal, abrindo caminho para que o governo implemente novas medidas de suporte ao crescimento quando o novo ano começar, em 1º de abril.

O movimento pode fornecer algum alívio a um governo que está enfrentando dificuldades para controlar a queda da taxa de aprovação antes de importantes eleições marcadas para meados deste ano. No entanto, economistas afirmam que o novo plano de gastos pode fazer pouco para estimular o crescimento.

O projeto de orçamento agora será enviado à Câmara Alta do Parlamento, mas o debate ali será apenas uma formalidade. Sob a Constituição do Japão, o orçamento endossado pela Câmara Baixa se torna automaticamente decretado.

O plano de gastos é o maior já registrado em uma base orçamentária inicial e foi elevado por causa de medidas de estímulo do primeiro-ministro Yukio Hatoyama, como subsídios para famílias que têm crianças. Hatoyama tem pressionado a oposição desde janeiro para que aprovem o orçamento no tempo certo, argumentando que ele é necessário para solidificar a recuperação econômica do Japão.

Para a economia japonesa, os contínuos gastos fiscais permanecem cruciais. Embora o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido 4,6% em uma base anualizada no trimestre entre outubro e dezembro passados, marcando o terceiro trimestre seguido de ganhos, economistas dizem que a taxa de expansão pode diminuir neste ano, quando algumas medidas de estímulo anteriores acabarem.

A deflação e o iene forte também pesam sobre a receita corporativa. Esses problemas tornam incerta a perspectiva de que a recente melhora na taxa de desemprego seja sustentável.

De todo modo, Toshihiro Nagahama, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Dai-Ichi Life, observou que o impacto do novo orçamento sobre a economia geral provavelmente será neutro. Isso porque o orçamento proposto envolve uma redução recorde de 18,3% nos gastos com projetos públicos, um passo que pode compensar efeitos positivos de outras medidas orçamentárias planejadas. As informações são da Dow Jones.


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