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Jegue nordestino encalha

Em julho do ano passado, empresa chinesa queria importar 300 mil jumentos do RN; o Estado, no entanto, não voltou a ser procurado pelo governo do país asiático  

05 de junho de 2012 | 16h 46
Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

RECIFE - Em julho do ano passado, a empresa chinesa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. Ltda. firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Norte visando à importação de 300 mil jumentos nordestinos por ano. O anúncio, que chegou a gerar uma onda de protestos de protetores de animais e defensores do jegue, não deslanchou. "O Estado não voltou a ser procurado nem pelo governo chinês, nem por fazendeiros", afirmou, nesta semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito Gama. "Ficou na intenção".

De acordo com o protocolo, a empresa chinesa se encarregaria da assistência técnica com melhoria da genética e alimentação, enquanto o governo do Rio Grande do Norte buscaria linhas de crédito. O objetivo era a criação do animal para comercialização e industrialização da carne e derivados. A mão de obra local seria utilizada e o preço do animal, compatível com o mercado. Agricultores familiares seriam organizados e inseridos como produtores de jegues.

A idéia foi bem recebida pelo Rio Grande do Norte, pois a exportação criaria uma nova cadeia econômica no Estado, ao mesmo tempo em que seria solução para os jumentos abandonados por donos de terra. Especialmente depois da política de distribuição de renda do governo federal e facilidades de crédito para compra de motos, que passaram a substituir os animais no trabalho de cercar o gado, buscar água e transportar materiais e pessoas.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Jumento Nordestino, Fernando Viana, também chegou a aprovar a proposta, desde que o preço fosse "justo".

O projeto, no entanto, não foi à frente. Na época, a informação era a de que um grupo de empresários chineses teriam percorrido da Bahia ao Rio Grande do Norte, interessado na compra dos animais, mas apenas o governo do Rio Grande do Norte foi procurado formalmente.





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