12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Juros estão em níveis baixos historicamente para economia

Boletim da Fazenda destaca, porém, que a taxa de juros real no País é uma das maiores do mundo

10 de março de 2010 | 16h 37
Fabio Graner, da Agência Estado

BRASÍLIA - Além de tentar mostrar que a economia não está superaquecida, o documento "Economia Brasileira em Perspectiva", elaborado pelo ministério da Fazenda, destaca que as taxas de juros estão em níveis historicamente baixos para a economia brasileira. "As taxas de juros, nominal e real, atingiram em 2009 o menor patamar da década, sinalizando que na economia brasileira é possível conciliar baixa taxa de juros com inflação sob controle", diz a Fazenda em mais uma mensagem endereçada para o Banco Central não subir juros na semana que vem.

Apesar de destacar que os juros estão em níveis baixos para o padrão da economia brasileira nos últimos anos, o boletim destaca que a taxa de juros real no País é uma das maiores do mundo. E também destaca que o custo de rolagem da dívida pública está ficando mais caro desde outubro por conta das expectativas do mercado financeiro de elevação da taxa Selic.

Apesar disso, o ministério estima que este ano a despesa do setor público com juros vai cair para 4,86% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 5,4% do PIB em 2009. "A redução da vulnerabilidade externa, aliada à estabilidade nos preços e responsabilidade fiscal, permitirá ao País manter a trajetória cadente para os juros", diz a Fazenda.

O documento reforça o compromisso do ministro Guido Mantega em cumprir a meta de superávit primário do setor público de 3,3% do PIB, o que vai ajudar não só nas contas públicas, mas também no controle da inflação. "Ao contrário de 2009, a economia não precisa de estímulos adicionais. O resultado fiscal forte permite reduzir a dívida pública mantendo a inflação sob controle", diz o boletim da Fazenda, que projeta déficit nominal (receita menor que despesas, incluindo juros) de 1,5% do PIB para 2010.


Siga o @EstadaoEconomia no Twitter