Lehman Brothers vende subsidiária e pode repassar até US$ 1,5 bi para credores
Nationstar Mortgage diz ter com comprado US$ 63,7 bilhões em direitos de serviços de hipotecas residenciais da Aurora Bank FSB
NOVA YORK - O banco norte-americano Lehman Brothers informou hoje que vendeu sua subsidiária Aurora Bank FSB, em um movimento que deve ajudar a instituição a repassar quase US$ 1,5 bilhão para os bolsos dos seus credores.
A fornecedora de serviços hipotecários Nationstar Mortgage disse nesta sexta-feira que adquiriu aproximadamente US$ 63,7 bilhões em direitos de serviços de hipotecas residenciais da Aurora, enquanto o New York Community Bank disse que assumiu US$ 2,3 bilhões em depósitos dos clientes da subsidiária do Lehman. Anteriormente, a Ocwen Financial tinha adquirido US$ 1,8 bilhão em direitos de serviços de hipotecas comercias da Aurora.
Os termos dessas vendas anunciadas nesta sexta-feira, 29, não foram revelados. Mas o New York Community Bank disse que a Aurora lhe pagou US$ 24 milhões para que ele assumisse os depósitos.
Essas transações, combinadas com a venda anterior de uma outra subsidiária do Lehman, a Woodlands Commercial Bank, devem levantar cerca de US$ 1,5 bilhão para a massa falida do banco, segundo afirmou Doug Lambert, que gerencia as operações comercial e de poupança do grupo. "Quaisquer que sejam os rendimentos disponíveis, em última instância eles vão ser distribuídos para o benefício dos credores do Lehman Brothers", disse.
De acordo com Lambert, os rendimentos com a venda da Woodlands devem ser disponibilizados para os credores ainda este ano. Enquanto isso, a contínua redução da Aurora pode atrasar a distribuição dos rendimentos em vários anos.
O executivo afirma que as transações anunciadas hoje na verdade valem quase US$ 3,5 bilhões para o Lehman, porque evitam que o banco esteja sujeito a prejuízos potenciais significativos, que poderiam ocorrer caso essas unidades tivessem sido assumidas e liquidadas pelas autoridades reguladoras do sistema bancário.
O Lehman Brothers entrou em concordata em setembro de 2008, quando buscou proteção no Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. O banco saiu dessa situação em março deste ano, com um plano de pagamento de credores de US$ 65 bilhões. As informações são da Dow Jones.
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