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Mantega contesta tese de que Brasil é uma das economias mais frágeis

Ministro afirmou ainda que o crescimento do PIB e os investimentos em 2014 devem ser maiores que no ano passado

18 de fevereiro de 2014 | 11h 48
Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado - Texto atualizado às 13h37

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, traçou um cenário positivo para a economia brasileira nesta terça-feira, 18, e aproveitou para contestar estudos como do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) que apontam que o Brasil está entre uma das economias mais vulneráveis do mundo. "Isso é um equívoco. O Brasil é um dos países mais preparados para enfrentar esta turbulência", garantiu.

Para lembrar, no relatório semestral sobre política monetária do Fed, o banco cita o Brasil 11 vezes e o coloca no grupo de países que mais sofreram com a recente fuga de capitais de ativos "arriscados".

Mantega reiterou que a retirada dos estímulos econômicos pelo Fed resultará numa transição um pouco dolorosa para todos. No entanto, afirmou que o Brasil tem uma economia sólida e tem condições de passar por este período e dar início a um novo ciclo de crescimento.

Segundo o ministro da Fazenda, a maioria dos especialistas esperam uma recuperação da economia mundial em 2014. Citando dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), Mantega disse que os países passariam a ter um crescimento acima de 2%. Mantega voltou a dizer que esta será uma transição dolorosa. "Um parto para novo crescimento da economia mundial", disse.

Sobre o Brasil, o ministro ainda que espera um crescimento da economia em 2014 um pouco maior que no ano passado, assim como dos investimentos. Mantega afirmou que o crescimento do PIB no ano passado foi maior que em 2012. "Estamos entre as economias com maior crescimento, embora ninguém tenha tido um crescimento magnífico", afirmou. "Conseguimos reativar o investimento, que deve crescer de 5% a 6% (em 2013). Falta o quarto trimestre para fechar e queremos dar continuidade do crescimento do investimento", afirmou. 

O ministro disse que esta turbulência melhorou nas últimas duas semanas. "Tem uma tranquilização dos mercados. A turbulência é passageira. Estamos em saída da crise e podemos ter um crescimento gradual de todas as economias e do comércio que ficou muito deprimido no ano passado. O Brasil está pronto para esta transição e para um novo ciclo de crescimento da economia mundial", afirmou.

Durante cerimônia de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro enumerou as razões que deixam o País preparado para enfrentar esta turbulência. Entre elas, o nível de reservas internacionais. "Os países com mais reservas são os que estão melhor posicionados", afirmou. Mantega disse que o Brasil também tem a menor dívida de curto prazo, sendo que a dívida externa representa 7% de todo o valor devido. "As necessidades de curto prazo são pequenas", disse.

O ministro afirmou que o Brasil também tem um déficit em transação corrente menor que muitos emergentes. "Não estamos entre os mais vulneráveis em termos de déficit de transação corrente", completou. Mantega afirmou que o Brasil atrai muitos investimentos estrangeiros diretos (IED). "O Brasil esteve entre os países que mais receberam IED no mundo. É um pais com entrada forte a cada ano e que vai continuar", disse. "A nossa posição tem melhorado. Somos mais de 4% de todo IED. Estamos bem nesta foto", defendeu.

Mantega também rebateu a vulnerabilidade cambial do Brasil. Segundo ele, nos últimos seis meses teve até valorização de 0,75% do real. "Está na média dos países. O Brasil não é o país que está mais frágil do ponto de vista de câmbio", afirmou. O ministro avaliou que o câmbio "se mexe" mais no Brasil do que em outros países porque o País tem um mercado futuro, o que ele considera uma virtude. "De modo que temos um mercado mais líquido. É mais fácil fazer estas operações aqui do que em outros países. Por isso, o câmbio se move mais rápido", disse. Mantega destacou que a taxa cambial tem tido mais estabilidade nas últimas duas semanas.

Inflação. O ministro disse que a inflação nos últimos doze meses, encerrados em janeiro, tem uma posição melhor que no mesmo período anterior. Ele destacou que a inflação de alimentos e bebidas tem sido superior ao IPCA, mas tem desacelerado, crescendo menos que nos anos anteriores. "Estamos com tendência mais benigna do ponto de vista de inflação de alimentos".

Sobre a política fiscal, o ministro disse que ela é sólida e consistente, mesmo em anos de crise. "Conseguimos um resultado primário elevado muito mais que a maioria dos outros países. Em oito anos, o Brasil é que o que fez o maior superávit dentro do G-20, tirando a Arábia Saudita, e vamos continuar nesta trajetória de solidez", afirmou. Mantega disse que o superávit primário do ano passado foi suficiente para reduzir a dívida bruta e líquida. "Vamos continuar esta trajetória", garantiu.





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