Mantega: Corte visa ampliar investimentos e programas sociais
De acordo com o ministro da Fazenda, o governo fará cortes em gastos de custeio para viabilizar investimentos e expansão de programas sociais
BRASÍLIA - BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, enfatizou há pouco que o corte orçamentário apresentado há pouco pelo governo tem como foco o aumento dos investimentos e os programas sociais. Ele salientou também que a forma do contingenciamento é diferente de tudo o que já foi feito no passado. "Vamos continuar a fazer contenção de gastos de custeio para viabilizar mais recursos para investimentos e programas sociais", afirmou.
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Segundo o ministro, o ajuste fiscal é diferenciado porque não há corte indiscriminado em todas as áreas. "Investimento, programas sociais, tira direito dos trabalhadores", citou. "E, no final, vira recessão", concluiu.
A forma como a contenção está sendo feita, de acordo com ele, que viabiliza o aumento do investimento e reforça os programas sociais, é "uma novidade". "Não é um ajuste clássico, conservador, que já foi feito no Brasil no passado", alfinetou.
Na avaliação do ministro, o corte de R$ 55 bilhões no Orçamento é suficiente para que o governo possa cumprir a meta de superávit primário. O ministro destacou que o corte é "bastante ousado". "Isso vai garantir a obtenção do resultado primário que aprovamos na LDO."
O governo reduziu a previsão de receitas em R$ 36 bilhões em relação ao aprovado pelo Congresso. "Somos um pouco mais conservadores, mas espero que o Congresso tenha razão na projeção de receitas. É uma nova projeção de arrecadação mais modesta", afirmou. Na receita líquida, a redução foi de R$ 29,5 bilhões.
Investimentos
De acordo com Mantega, as metas de investimentos impostas pelo próprio governo para este ano são ambiciosas, mas possíveis. De acordo com ele, os objetivos são necessários porque o investimento é algo visto como de fundamental relevância para a economia brasileira pelo governo.
O ministro destacou que o governo já vem aumentando os investimentos. "Queremos passar dos 20,8% em relação ao PIB. O desafio para 2012 não é fácil", salientou. "É ambicioso? É, mas é possível? É possível; é uma meta ambiciosa, mas temos condições de persegui-la", acrescentou.
Mantega destacou que há perspectiva de aumento "expressivo" de investimentos no PAC, no programa Minha Casa, Minha Vida, no programa pré-sal e Copa do mundo. "Quando falamos em 20% do PIB, significa setores público e privado. A do setor público é menor, de 3 e qualquer coisa porcento", mencionou. Segundo ele, cabe ao governo fomentar o setor privado para que também invista.
O ministro disse também que o crescimento do investimento ante 2011 será entre 10% a 11%. "É ambicioso? É. Mas é possível? É possível. É exequível." Ele enfatizou ainda que o crescimento do investimento ano a ano acompanhou ritmo de expansão dada. "E hoje temos mais projetos, mais experiência", pontuou.
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