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15 de Abril de 2010

 

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Mato Grosso descobre jazida com 11,5 bilhões de toneladas de minério

O teor de ferro, de 41%, é inferior ao encontrado nos melhores projetos no Brasil, como Carajás (67%) 

01 de setembro de 2010 | 13h 20
Reuters

CUIABÁ - Trabalhos de prospecção mineral feitos em Mato Grosso identificaram uma jazida de minério de ferro com potencial estimado em 11,5 bilhões de toneladas, informou o governo do Estado nesta quarta-feira, 1º.

A descoberta das reservas de minério foi realizada em meio a pesquisas do governo local com o objetivo de localizar jazidas de potássio e fosfato, já que o Estado é um grande produtor agrícola.

O conteúdo de ferro no minério da jazida é de aproximadamente 41%, informaram membros do governo local durante entrevista coletiva.

Apesar do grande tamanho potencial da jazida, o teor de ferro é inferior ao encontrado nos melhores projetos no Brasil, como o de Carajás, da Vale, que possui quase 67% de teor de ferro.

A mina de Carajás, considerada a maior a céu aberto no mundo, possui reservas de aproximadamente 7 bilhões de toneladas de minério.

A área no município de Mirassol d'Oeste, no Oeste do Estado e próxima à fronteira do país, onde foram encontradas as reservas é particular. A empresa mineradora GME4 possui os direitos de prospecção do local.

O grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, tem participação majoritária na GME4, de 62%, segundo a assessoria de imprensa da instituição.

De acordo com o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), as reservas de minério de ferro conhecidas no Brasil até 2007 eram de 17,38 bilhões de toneladas, com variados teores de ferro. Nos trabalhos de pesquisa em Mato Grosso, feitos em parceria com o governo federal no Programa Fosfato Brasil, também foram identificados reservatórios de fosfato de 427 milhões de toneladas.

A logística para o desenvolvimento da mineração no Estado pode ser um desafio.

O Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, já sofre para escoar sua safra por não contar com um sistema de transporte com custos competitivos.

Distante dos portos exportadores, ferrovias e hidrovias ainda precisam ser ampliadas para que qualquer produção possa ganhar o mercado internacional com menores custos.

Por Jonas da Silva

(Texto atualizado às 18h28)


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