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15 de Abril de 2010

 

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Mercado volta a elevar inflação prevista para 2010, mas vê juro mantido

Previsão para expansão do PIB em 2010 também é revisada, de avanço de 5,5% para crescimento de 5,45%

15 de março de 2010 | 11h 56
Agência Estado

SÃO PAULO - O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação em 2010. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou de 4,99% para 5,03%. Com isso, a inflação prevista se distanciou ainda mais do centro da meta do governo para este ano, que é de 4,50%.

Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 subiu de 4,50% para 4,60%. Já a estimativa para a inflação de março subiu de 0,36% para 0,40% e, para a taxa de abril, de 0,35% para 0,38%. O dado do IPCA de março deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 8 de abril.

A pesquisa Focus também manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2010 em 11,25% ao ano. Para o fim de 2011, a projeção caiu de 11,23% para 11% ao ano. O mercado financeiro manteve a previsão de que a Selic continuará em 8,75% ao ano na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Permanece a previsão de que o início do ciclo de alta dos juros ocorra em abril, com aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic.  

O mercado financeiro elevou pela nona semana consecutiva as previsões para os IGPs deste ano. No levantamento, a mediana das estimativas para o IGP-DI no fim de 2010 foi elevada de 5,91% para 6,24%. Com a alta, o número fica ainda mais distante do observado quatro pesquisas antes, quando estava em 5,51%. Para o IGP-M, que reajusta alguns contratos como os aluguéis, a projeção saltou de 5,88% para 6,38%, ante 5,26% de um mês atrás.

Para 2011, não houve nenhuma alteração e analistas mantiveram a estimativa de que o IGP-DI deve ter alta de 4,50%, número repetido há 80 semanas, e que o IGP-M deve subir iguais 4,50%, cenário mantido pela 91ª pesquisa seguida.

No mesmo levantamento, analistas mantiveram a expectativa de aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - em 2010 em 3,60%, ante 3,55% de quatro pesquisas antes. Para 2011, a previsão manteve-se em 4,50% pela quarta semana seguida.

PIB

A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 apresentou piora na pesquisa semanal Focus. No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de avanço de 5,50% para crescimento de 5,45%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 8,71% para 8,74%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria seguiu em 5%.

Câmbio e contas externas

Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,81. Para o fim de 2011, foi mantida a expectativa de que a cotação da moeda norte-americana fique em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 manteve-se em R$ 1,83.

O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 52 bilhões para US$ 51 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2010 seguiu em US$ 10 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 3 bilhões para US$ 2,50 bilhões.

Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 em US$ 38 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.


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