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Mesmo preocupada, China compra mais títulos públicos dos EUA

Em maio, país elevou participação nos treasuries, pelo segundo mês seguido

18 de julho de 2011 | 10h 42
Cynthia Decloedt, da Agência Estado

WASHINGTON - Após pedir que os EUA adotem medidas para proteger os investidores de seus títulos, a China elevou sua posição em papéis do Tesouro dos Estados Unidos em maio, pelo segundo mês consecutivo. Com isso, menteve sua condição de maior credor dos EUA, mostrou o relatório mensal sobre capital internacional do Tesouro dos EUA.

A posição da China em Treasuries subiu US$ 7,3 bilhões em maio, para US$ 1,160 trilhão, seguindo-se a elevação superior a US$ 7,6 bilhões em abril.

Na semana passada, a China demonstrou certa preocupação com a decisão da Moody's de colocar o rating AA dos EUA em revisão. Após o anúncio, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei, deu uma coletiva de imprensa onde afirmou: "Nós esperamos que o governo norte-americano adote políticas responsáveis para proteger os interesses dos investidores".

Analistas ponderam que o número pode não refletir o espectro total da atividade chinesa no mercado. Por exemplo, o Tesouro dos EUA recentemente ajustou sua estimativa da posição chinesa tomando por referência outros países. Também, ao mesmo tempo em que tem reduzido sua posição líquida, com a venda de Treasuries de curto prazo, analistas dizem que a China tem aumentado sua exposição em papéis de longo prazo.

O Japão, por sua vez, continuou comprando pesadamente Treasuries, acumulando um recorde de US$ 912,4 bilhões em maio, acima de US$ 906,9 bilhões em abril. O Japão é o segundo maior detentor de Treasuries.

Entre todos os investidores estrangeiros, as compras líquidas de Treasuries notes e bonds totalizou US$ 37,95 bilhões em maio, acima das compras líquidas de US$ 23,34 bilhões em abril. As informações são da Dow Jones.


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