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15 de Abril de 2010

 

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Não estou otimista com o progresso da Grécia, diz Lagarde

Diretora do FMI diz que a redução da dívida acertada pelo governo com os credores precisa ser significativa e destacou que todas as partes precisam garantir que não haja um calote

27 de janeiro de 2012 | 9h 23
Danielle Chaves, da Agência Estado

LONDRES - A principal meta das negociações sobre dívida entre a Grécia e os detentores de bônus do país deveria ser garantir que o governo tenha uma dívida equivalente a 120% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, afirmou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Falando à Bloomberg Television em Davos, na Suíça, Lagarde disse que não está otimista nem positiva sobre a recente implementação do programa econômico do governo grego. A autoridade afirmou que não é papel do FMI decidir o tamanho das perdas que as instituições ou os credores têm de assumir para que a Grécia volte a um caminho fiscal sustentável.

Lagarde disse que a redução da dívida acertada pelo governo grego e seus credores precisa ser significativa e concordou que todas as partes interessadas precisam garantir que o governo não declare default. "Todos têm de fazer o que precisam fazer", declarou. A diretora-gerente do FMI observou que a consolidação fiscal grega é um prerrequisito para a volta a um caminho sustentável na zona do euro, mas destacou que outros governos também têm de fazer sua parte para estabilizar a economia global.

Em especial, Lagarde pediu que os governos do Japão e dos EUA desenvolvam planos sólidos de médio prazo para reduzir suas dívidas. A autoridade se mostrou confiante com a possibilidade de as conversas nas próximas semanas com os governos internacionais levarem a um aumento de € 500 bilhões na capacidade de empréstimos do FMI, mas não forneceu um prazo para isso. As informações são da Dow Jones. 


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