Não há necessidade de reforma nas regras da poupança, diz Mantega
Economistas acreditam que a redução gradual na taxa Selic e no retorno oferecido pelos títulos do Tesouro podem transformar a poupança num investimento mais atraente do que o mercado de bônus
SÃO PAULO - O governo não vê necessidade imediata de alterar as regras da caderneta de poupança, mesmo que elas possam eventualmente gerar distorções nos mercados financeiros do Brasil, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Nós atravessaremos essa ponte quando e se chegarmos nesse ponto", disse ele, acrescentando que "não chegaremos lá tão cedo".
A poupança gera um retorno mínimo de 6% ao ano e é livre de imposto de renda e de taxas de administração. Economistas acreditam que a redução gradual na taxa básica de juros e no retorno oferecido pelos títulos do Tesouro podem transformar a poupança num investimento mais atraente do que o mercado de bônus. Isso, por sua vez, poderia dificultar a rolagem da dívida brasileira.
"Muitos disseram que se a taxa referencial de juros (Selic) chegar a 8,5% teremos uma situação crítica, mas não estou convencido que a maioria dos investidores migrará para a poupança nesse ponto", disse Mantega. A Selic encontra-se atualmente em 10,5%.
O ministro disse que "não há propostas na mesa". Até dezembro de 2011, havia R$ 420 bilhões depositados em 98 milhões de cadernetas de poupança no Brasil. As informações são da Dow Jones. (Gustavo Nicoletta)
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