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15 de Abril de 2010

 

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Nova gestão da Vale prioriza execução de projetos, afirma diretor

Segundo Tito Martins, meta da mineradora hoje é ser a melhor empresa para os investidores 

27 de janeiro de 2012 | 17h 26
Mônica Ciarelli, da Agência Estado

Texto atualizado às 18h57

RIO - O diretor executivo de Finanças da Vale, Tito Martins, afirmou que os novos pilares da companhia sob o comandando por Murilo Ferreira se baseia em transparência, execução de projetos e retorno ao investidor.

Segundo ele, a empresa não abandonou a meta de ser a maior mineradora do mundo, mas hoje o compromisso maior é ser a melhor empresa para os investidores.

Martins enfatizou que a companhia não tem intenção de manter liquidez no caixa se não for necessário. Além disso, mudou a forma de divulgação dos investimentos, que agora só inclui projetos já com licenciados.

Imposto

O diretor executivo da Vale afirmou que a companhia quer remeter novamente para o âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a discussão em torno da cobrança de imposto de renda de lucros contabilizado por coligadas da Vale no exterior.

O executivo admitiu que essa e uma questão complexa mas, segundo ele, o órgão já deu ganho para questões semelhantes a da Vale.

Guiné

Martins afirmou que o futuro do projeto de Simandou, na Guiné, depende do andamento das conversas entre o governo daquele país e a mineradora.

Martins conta que alguns parâmetros do projeto estão sendo revistos em função da nova legislação de mineração local, que impôs uma cobrança de royalties. Segundo ele, os royalties propostos podem comprometer a instalação de projetos no país.

Além disso, o governo da Guiné tem chamado mineradoras para conversar e negociar uma fatia em seus projetos na região. A Vale, segundo ele, ainda não foi chamada.

O executivo ressaltou que o projeto não está suspenso e que um grupo de engenheiros vem trabalhando no desenvolvimento de Simandou. Em dezembro, a empresa entregou o estudo de impacto econômico ao governo da Guiné.


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