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15 de Abril de 2010

 

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Número restrito de companhias abertas abre espaço para bolha, diz CVM

Para diretora da autarquia, contudo, esse não é o caso do mercado financeiro brasileiro agora

09 de fevereiro de 2012 | 15h 55
Daniela Milanese, correspondente da Agência Estado

LONDRES - A diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Luciana Dias afirmou que o número restrito de companhias abertas no País abre espaço para o surgimento de bolha no mercado de ações. "Não acredito que esteja acontecendo agora, mas pode acontecer", disse.

Como existem menos de 400 empresas listadas na BM&FBovespa, toda a pressão dos investidores fica canalizada para elas. Luciana acredita que é preciso estimular a abertura de capital de companhias pequenas e médias também, de forma a criar uma nova fonte de financiamento e tornar o mercado mais profundo.

Conforme a diretora, as ofertas inicias de ações (IPOs) são protagonizadas apenas pelas grandes companhias e coordenadas por bancos de porte. Ela exemplificou que o valor médio dos IPOs no Brasil no ano passado foi de US$ 418 milhões por operação, muita acima do registrado no Canadá (US$ 27 milhões) e na Austrália (US$ 13 milhões).

Luciana também alertou que a liquidez no mercado de ações brasileiro, apesar de ter aumentado nos últimos anos, ainda está "aquém da necessidade da economia". Outro ponto a melhorar é o volume de negócios no mercado de dívida corporativa, ainda considerado baixo, conforme a diretora.

Ela fez apresentação, há pouco, no evento Best Brazil, realizado pela BM&FBovespa para promover o País aos investidores estrangeiros em Londres.


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