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15 de Abril de 2010

 

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Obama envia novo pacote econômico ao Congresso nesta segunda-feira

Objetivo é elevar gastos públicos e cobrar mais impostos de grandes fortunas para fomentar o crescimento e reduzir déficit americano

12 de fevereiro de 2012 | 20h 31
Agências internacionais

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, envia hoje ao Congresso a proposta do orçamento de 2013 com dois objetivos: "blindar" a economia americana de uma nova recessão no curto prazo e abrir caminho para a gradual redução do déficit público. No coração do projeto estão o aumento dos gastos do governo, com a realização de mais obras públicas, e aumentos de impostos para grandes fortunas e corporações.

A proposta da Casa Branca prevê que o déficit orçamentário dos Estados Unidos deverá ficar em US$ 1,3 trilhão para o ano fiscal de 2012, que se encerra em outubro – este será o quarto ano consecutivo que o saldo negativo das contas do país ultrapassam a marca de US$ 1 trilhão. As medidas, porém, promtem garantir que o déficit seja reduzido a US$ 901 bilhões a partir de 2013.

Caso essa retração venha a se confirmar, o déficit será reduzido de 8,5% para 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de um ano para o outro.

No longo prazo, segundo o chefe de gabinete de Barack Obama, Jacob Lew, o objetivo é cortar US$ 4 trilhões do déficit americano ao longo dos próximos dez anos. A nova proposta inclui ainda um compromisso de que, para cada US$ 1 a mais cobrado em impostos, a administração Obama reduzirá o déficit americano no equivalente a US$ 2,50. "No longo prazo, conseguiremos controlar o déficit", afirma Lew.

A Casa Branca disse que o déficit de financiamento cairá para 2,8% do PIB até 2018, abaixo da taxa de 3% sobre o PIB que as agências de classificação e investidores veem como meta para estabilizar o crescimento da dívida nacional.

Críticas. A proposta, no entanto, já encontra resistência entre os republicanos. Eles consideram que as medidas repetem "velhas fórmulas" que já se provaram ineficazes na reanimação da cambaleante economia americana.

Em um ano de eleições, não é de interesse do governo democrata reduzir ações sociais. Por isso, a proposta da Casa Branca inclui também um "imposto por responsabilidade na crise financeira" por dez anos para os grandes bancos do país.

A oposição criou um plano alternativo à proposta de Obama, reduzindo benefícios de seguro médico aos aposentados, o Medicare, e também de outros programas sociais, o que evitaria a necessidade de aumento de tributos. A tese republicana é de que o governo, depois de tantos pacotes econômicos, já deveria ter conseguido reverter a curva de expansão do déficit.

O Congresso é livre para rejeitar as propostas enviadas pelo presidente. E congressistas republicanos disseram que é justamente o que ocorrerá com o novo orçamento.

A oposição deverá usar uma antiga promessa de Obama para cobrar uma redução do déficit mais imediata – em 2009, o presidente havia prometido cortar o déficit orçamentário para 3% até 2013. "Nessa questão, este presidente tem sido completamente ausente", afirmou o senador republicano Mitch McConnell na semana passada.

Defesa. Ontem, o chefe de gabinete de Obama defendeu publicamente o presidente, argumentando que a economia ainda não comporta um plano de austeridade de gastos – o governo ainda precisa pensar em fomentar o crescimento.

Em entrevista a um programa de televisão, Jacob Lew afirmou que a economia americana ainda não recuperou o poder de andar com as próprias pernas. "Eu acredito que há um acordo bastante amplo de que o momento para austeridade não é o atual", disse Lew em sabatina do programa Meet the Press, da rede de televisão NBC. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS


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