Obama pede ao Congresso dos EUA que não atrapalhe a economia
Ao comentar os dados positivos de emprego, o presidente dos EUA criticou os republicanos e pediu a aprovação 'sem drama' da prorrogação do corte no imposto sobre folha de pagamento
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a economia do país está "ganhando velocidade" e cobrou que o Congresso não "atrapalhe" a recuperação. Hoje o Departamento do Trabalho informou que a taxa de desemprego no país caiu para 8,3% em janeiro, o menor nível desde fevereiro de 2009. Obama assumiu a presidência em janeiro daquele ano.
"Esta manhã nós recebemos mais boas notícias sobre nossa economia", comentou o presidente. Segundo ele, a taxa de desemprego pode subir ou cair nos próximos meses, mas "o importante é que a economia está ficando mais forte, a recuperação está ganhando velocidade".
A queda no desemprego, embora seja boa para toda a economia, é uma ótima notícia para Obama, que está em plena campanha para se reeleger. Os possíveis candidatos republicanos à presidência têm centrado suas estratégias no ataque às política econômicas de Obama, afirmando que elas prejudicaram a economia.
"Existem notícias boas nesse último relatório sobre o mercado de trabalho, já que mais americanos encontraram um emprego no mês passado. Mas o fato é que nossa taxa de desemprego continua alta demais. Nossa economia ainda não está criando empregos da forma que deveria e é por isso que nós precisamos de uma nova postura", afirmou em comunicado o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner (de Ohio).
Já Obama criticou os republicanos, afirmando que o Congresso precisa aprovar, "sem drama", a prorrogação de um corte no imposto sobre a folha de pagamento, que expira no fim deste mês. "Eu quero mandar uma clara mensagem para o Congresso. Não desacelere a atual recuperação. Não a atrapalhe".
O debate para a extensão do corte no imposto sobre a folha de pagamento dividiu o Congresso no fim do ano passado. Após muita negociação, o Congresso estendeu o corte até fevereiro, e agora discute uma nova prorrogação. As informações são da Dow Jones.
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