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15 de Abril de 2010

 

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Oi continuará agressiva em SP e espera resultado positivo em abril

Objetivo é focar no aumento do número de clientes pós-pagos, que oferecem uma maior rentabilidade às operações

15 de março de 2010 | 11h 38
Mônica Ciarelli, da Agência Estado

RIO - O grupo Oi pretende manter em 2010 uma estratégia agressiva na briga por clientes de telefonia celular em São Paulo. Em teleconferência com jornalistas, o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, adiantou também que a partir de abril, a empresa já irá obter uma geração de caixa positiva com suas atividades em São Paulo.

Sem revelar detalhes da estratégia, o diretor ressaltou que o objetivo é focar no aumento do número de clientes pós-pagos, que oferecem uma maior rentabilidade às operações. Para isso, a companhia está buscando ampliar sua cobertura, especialmente no oeste do Estado. Segundo ele, o consumidor paulista viaja muito e, por isso, melhorar a cobertura é importante para atrair esse tipo de cliente. Em 2009, a companhia conquistou quase 400 mil clientes pós-pagos.

Além desses movimentos, Zornig comentou que o fator preço é outro ingrediente fundamental nessa estratégia de expansão da Oi em São Paulo. "Preço é sempre nossa estratégia como quarto entrante em um Estado importante como São Paulo", disse o executivo. Atualmente, a Oi já oferece cobertura a 60% dos municípios paulistas. Em 2009, 72 lojas da marca Oi foram abertas no Estado, o que pode contribuir para ampliar a rede de distribuição.

Dívida

O grupo pretende focar em 2010 no aumento de geração de caixa e na redução da alavancagem financeira. "Nossa meta é atingir uma dívida líquida de 1,7 a 1,8 vezes o Ebitda até 2012", afirmou o executivo, que participou há pouco de uma teleconferência com jornalistas. O grupo fechou 2009 fechou com uma dívida líquida equivalente a 2,2 vezes a geração de caixa medida pelo Ebitda.

Zornig explicou que o prejuízo de R$ 436 milhões apurado pela companhia no ano passado foi fruto de uma série de fatores não recorrentes sobre a geração de caixa do grupo, como as despesas com o início da prestação de serviços de telefonia celular em São Paulo, de R$ 350 milhões, e o aumento na amortização do ágio pago na compra do controle da Brasil Telecom. Segundo o executivo, a amortização do ágio foi R$ 600 milhões maior em 2009. "Para capturar sinergias infelizmente tem que se gastar antes", afirmou.

Além disso, destacou Zornig, o resultado do grupo Oi foi influenciado ainda por outros itens não recorrentes e também pelo crescimento da despesa financeira, que subiu pelo incremento da dívida bruta. "A má notícia é que a despesa cresceu. A boa notícia é que, como as taxas de juros caíram, a gente teve sorte de não haver um aumento maior", disse. Segundo ele, a empresa elaborou seu orçamento para 2009 prevendo uma taxa de juros maior do que a verificada ao longo do ano passado.


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