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15 de Abril de 2010

 

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Oposição na Grécia tentará impedir referendo a qualquer custo

Partido afirma que Papandreou está chantageando a população para poder continuar no poder e pediu que sejam convocadas eleições imediatas; Bolsas na Europa recuam

01 de novembro de 2011 | 9h 53
Danielle Chaves, da Agência Estado

LONDRES - O principal líder da oposição na Grécia, Antonis Samaras, afirmou que fará tudo que for preciso para impedir o referendo anunciado pelo primeiro-ministro George Papandreou sobre se a Grécia deve ou não prosseguir com as medidas de austeridade em troca de empréstimos internacionais.

Operador lamenta queda das bolsas na Europa nesta terça-feira - Kai Pfaffenbach/ Reuters
Kai Pfaffenbach/ Reuters
Operador lamenta queda das bolsas na Europa nesta terça-feira

Papandreou defendeu nesta segunda-feira, 31, a realização de um referendo sobre o novo acordo de ajuda financeira para seu país. A notícia não foi bem vista uma vez que a população protesta há meses contra as medidas de austeridade do país.

O partido "Nova Democracia está determinado a evitar a todo custo essa jogada", disse Samaras após uma reunião com o presidente grego, Karolos Papoulias. Samaras afirmou que Papandreou está chantageando a população para poder continuar no poder e pediu que sejam convocadas eleições imediatas.

Um integrante do Nova Democracia declarou que Samaras estuda pedir que todos os deputados conservadores renunciem para forçar a realização de eleições antecipadas. "Se todos os deputados do Nova Democracia renunciarem juntos, é altamente possível que Papandreou não tenha outra escolha a não ser convocar eleições", afirmou a fonte.

Autoridades do governo grego dizem que um voto positivo no referendo poderá acabar com a oposição aos cortes nos salários, nas pensões e nos gastos do governo. Mas um voto negativo poderá eventualmente provocar a saída da Grécia da zona do euro.

Bolsas

A notícia sobre o referendo na Grécia para votar a ajuda da União Europeia não agrada os mercados. As bolsas na Europa têm forte queda nesta manhã.

Às 10 horas, a Bolsa de Londres recuava 3,37%, Paris, 4,41%, Frankfurt, 5,40%, e Madri, 3,99%.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, estava consternado com a notícia, reportou o jornal Le Monde em um artigo publicado em seu site. "A decisão da Grécia é irracional e, do ponto de vista deles, é perigosa", teria afirmado uma fonte próxima de Sarkozy, de acordo com o jornal.

O Palácio do Eliseu informou que Sarkozy deve telefonar para a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por volta do meio-dia (horário local), após o governo da Grécia anunciar que realizará um referendo sobre o segundo pacote de resgate para o país.

Permanência na UE

O ministro de Relações Exteriores da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou que o referendo anunciado pelo governo grego ontem sobre o plano de resgate oferecido ao país também será um voto sobre a permanência da Grécia na zona do euro.

"Isso foi uma surpresa. Eu devo destacar que se um voto for realizado dentro das próximas duas ou três semanas, ele será na prática um referendo sobre a permanência da Grécia na zona do euro", disse Stubb em uma entrevista à rede de televisão finlandesa MTV3.

Stubb afirmou que a Grécia deveria ser impedida de apagar os esforços feitos pelos países da União Europeia, e especialmente da zona do euro, para ajudar o governo grego e resolver a crise de dívida soberana da região.


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