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País tem meios para induzir o desenvolvimento, diz Dilma

Para a presidente, mobilização pela inovação é um dos principais desafios brasileiros

14 de março de 2013 | 12h 52
Anne Warth, Rafael Moraes Moura e João Villaverde, da Agência Estado

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, durante lançamento do Plano Inova Empresa, de estímulo à inovação no País, que a mobilização dos empresários e do governo pela inovação é um dos principais desafios para o País. Segundo ela, é preciso várias instituições, empresas e a presença do governo em termos de financiamentos e questões tributárias para que o Brasil seja mais produtivo, e menos desigual, e para que a economia tenha produtividade elevada.

Dilma disse que o País possui hoje meios para induzir o desenvolvimento. "Esgotamos um padrão de economia baseado na substituição de importações, porque hoje temos empresas que se internacionalizam, mas sobretudo porque a economia brasileira exige hoje um padrão de agregação de valor", afirmou. A presidente disse também que, sem agregar valor, o País será apenas um grande produtor de commodities. "Não é isso que o País merece. Inovar, para o Brasil, é uma questão que está à altura de seu potencial."

O Plano Inova Empresa vai destinar R$ 32,9 bilhões em inovação tecnológica, produtividade e competitividade em setores da economia até 2014. Entre as ações previstas, estão linhas de financiamento para pesquisas, subvenção econômica a empresas, fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas, participação acionária em empresas de base tecnológica e crédito para empresas. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá destinar outros R$ 3,5 bilhões para atividades de pesquisa no setor de telecomunicações.

A presidente disse que o mais importante é o fato de que o governo integrou ações e colocou na mesma matriz todos os gastos de todas as áreas. "Vamos mensurar, monitorar, para que aquele dinheiro saia daqui e vá para inovação", afirmou.

O plano possui sete segmentos estratégicos: agropecuária e agroindústria; energia; petróleo e gás; saúde; defesa; tecnologia da informação e comunicação; e sustentabilidade socioambiental. Do total dos recursos, a cadeia de agropecuária terá R$ 3 bilhões; petróleo e gás com R$ 4,1 bilhões; complexo industrial da saúde com R$ 3,6 bilhões; sustentabilidade socioambiental com R$ 2,1 bilhões; complexo aeroespacial e defesa com R$ 2,9 bilhões; energia com R$ 5,7 bilhões; e tecnologia da informação (TICs) com R$ 2,1 bilhões.





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