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15 de Abril de 2010

 

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Para S&P, existe chance de pelo menos 33% da Grécia sair da zona do euro

O país e seus credores precisarão trabalhar mais para garantir a permanência no bloco no longo prazo, diz diretor de ratings soberanos para Europa da agência 

19 de junho de 2012 | 11h 34
Álvaro Campos, da Agência Estado

LONDRES - O diretor de ratings soberanos para Europa da agência de classificação de risco Standard & Poor's, Moritz Kraemer, afirmou que a vitória de partidos que defendem ao segundo pacote de resgate para a Grécia, nas eleições de domingo, diminui o risco de uma saída desordenada do país da zona do euro no curto prazo.

"No curto prazo, eu pensaria que a eleição provavelmente mostra que haverá um engajamento mais construtivo com a troica de credores internacionais", comentou Kraemer. Entretanto, ele afirma que existe uma chance de pelo menos 33% do país sair do bloco. "A Grécia e seus credores precisarão trabalhar mais para garantir que o país pode ficar na zona do euro no longo prazo".

Ele lembrou que a S&P ainda atribui rating CCC para a dívida soberana da Grécia. "Isso significa que existe um risco iminente de default". O diretor da agência comentou também que o programa de resgate para os gregos precisa ser reformulado, "pois as metas atuais não podem ser atingidas".

Em relação à Espanha, Kraemer disse que o destino do governo e do setor bancário do país está ainda mais ligado agora, como resultado do pacote de ajuda anunciado recentemente pela União Europeia, que pode chegar a 100 bilhões de euros. Segundo ele, isso cria um círculo vicioso, onde o frágil sistema bancário exige ajuda de um governo já vulnerável, que por sua vez se torna ainda mais debilitado e gera mais receios nos bancos.

Kraemer comentou que a aparente dificuldade em encontrar um solução credível de longo prazo para a crise da dívida na zona do euro não é um reflexo da relutância em salvar o projeto do euro, mas sim um problema de chegar a um acordo sobre as mudanças e coordenar a resposta política adequada. "As pessoas de fora da Europa continental estão subestimando o firme compromisso das autoridades com o euro. Isso não é um projeto econômico, é um projeto político", comentou.





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