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15 de Abril de 2010

 

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Para Tombini, inadimplência recua nos próximos meses

Quedas do juro e do spread devem contribuir para movimento; crédito de autos mostra recuperação, disse o presidente do BC

12 de junho de 2012 | 12h 36
Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que as quedas do juro e do spread e a aceleração da economia - com mais emprego e renda nos próximos trimestres - irão ajudar no recuo da inadimplência nos próximos meses.

Segundo ele, os empréstimos concedidos a partir de agosto de 2011 têm inadimplência menor, no caso de veículos, e que as dívidas das famílias brasileiras têm prazo mais curto, o que permite mudanças mais rápidas nas condições de inadimplência. "Dados recentes mostram recuperação no segmento de autos, com queda de juro e spread", afirmou.

Segundo Tombini, o crédito imobiliário cresce com velocidade, mas ainda é baixo ante a comparação internacional, portanto, ainda há espaço para crescer no segmento imobiliário para pessoa física.

O presidente do Banco Central disse também que o crédito no Brasil permanece com crescimento a taxas mais moderadas, mas que as concessões seguem com alta em relação a 2011. "O crédito não está parado no Brasil."

O presidente do BC afirmou que há recuo no juro real e que o patamar atual está bastante baixo comparado com o histórico do País. Segundo Tombini, em 6 de junho, por exemplo, o juro real medido pelo swap de 360 dias e a expectativa de inflação em 12 meses estava em 2,2%.

Em relação aos preços, afirmou que, após o pico do terceiro trimestre de 2011, a inflação ao consumidor mostra queda importante. "O preço dos serviços tem ritmo mais intenso no País devido à inclusão de 40 milhões de pessoas à classe média, mas temos visto um recuo na inflação de serviços nos dados mais recentes", disse.

Tombini acrescentou que a inflação implícita na NTN-B está abaixo de 4,5% anuais e mostra que o mercado crê na convergência do IPCA para a meta. O presidente do BC disse ainda que, com inflação menor, há ganho real no rendimento do trabalhador.

Ao fim de sua apresentação no Senado, Tombini citou que a expansão do crédito segue nos próximos trimestres, com juros e spreads mais favoráveis, e que a expansão da economia se acelera ao longo do segundo semestre e seguirá também em 2013.

Dólar

Alexandre Tombini disse que há um fluxo de saída de dólares do País neste momento, mas que a moeda brasileira tem caminhado, em relação ao dólar, junto com o que ocorre com as divisas de outros países.

Afirmou ainda que a foi importante colocar entraves à entrada de dinheiro estrangeiro no País em momentos anteriores. "Alguns chamam isso de controle de capital, mas para o BC é regulação prudencial", afirmou. "O BC sempre disse que tinha preocupação com esses fluxos. Uma parte não é permanente. Estamos vendo nesse momento saída de fluxo."

"Se aceitássemos esse fluxo de peito aberto, um parte desses capitais sairia", afirmou Tombini.





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