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15 de Abril de 2010

 

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Petrobrás pode dar impulso a outros papéis na Bolsa

Segundo analistas, várias empresas devem ganhar com capitalização

12 de setembro de 2010 | 20h 45
Roberta Scrivano, de O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - Na esteira da capitalização da Petrobrás, outros papéis tendem a se beneficiar. Ações da BM&FBovespa, de empresas que prestam ou que prestarão serviços à petrolífera, além de ETFs (espécie de fundos de índices), são alguns dos ativos que, segundo especialistas em finanças pessoais, podem aproveitar-se do bom momento trazido pela capitalização, a maior operação do gênero na história.

Investir nesses papéis é uma forma de apostar na Petrobrás com menos risco, explicam os especialistas. "As empresas que prestarão serviços ao pré-sal, por exemplo, terão demanda garantida por um período com a exploração, dando certo ou não", argumenta Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper (ex-Ibmec São Paulo).

Empresas de logística, fornecedoras de equipamentos para exploração de petróleo, sócias da Petrobrás em campos do pré-sal, além das tradicionais siderúrgicas - que fornecerão aço para a construção de plataformas e outros equipamentos - são algumas dessas alternativas.

"Mas, tanto na Petrobrás quanto nas prestadoras de serviço, o bom desempenho da ação dependerá da capitalização, da exploração do pré-sal, do preço do barril do petróleo e diversos outros fatores", pondera Fábio Colombo, administrador de investimentos com mais de 20 de experiência no mercado.

Algumas das prestadoras de serviços também já estão refletindo nos papéis a expectativa da capitalização e do aumento de demanda da Petrobrás. Por isso, os especialistas recomendam uma boa busca dos papéis que estão mais baratos para que o pequeno investidor aproveite o provável incremento de preço. "E deve-se sempre mirar o médio e o longo prazo", recomenda Felipe Vaz, diretor de private banking da Rio Bravo.

Oportunidades

Almeida, do Insper, também afirma que o investidor deve estar atento a novas ofertas de ações que devem vir na sequência da Petrobrás. "Algumas dessas empresas já estão programando a abertura de capital. Pode ser um bom negócio para o pequeno investidor."

No curtíssimo prazo, diz Fabiano Guasti Lima, diretor do Instituto Assaf, o impacto da capitalização será nas ações da BM&FBovespa. "É muito dinheiro, novos negócios e mais investidores." No total, a Petrobrás vai inserir mais 4,3 bilhões de novas ações no mercado. "Imagine quanto a mais entrará no caixa da bolsa de taxas de corretagem, custódia e outros custos", completa Lima.

Os ETFs - ações que funcionam como fundos, lastreados nos principais índices da bolsa - que seguem o Ibovespa e o IBRX-50, são outras duas opções de investimento para quem aposta que a capitalização será positiva aos resultados da Petrobrás.

"Tanto o IBRX-50 quanto o Ibovespa têm uma participação significativa dos papéis da Petrobrás. Quando a cotação da empresa sobe, esses índices vão para cima junto e, consequentemente, os ETFs", explica Caio Torralvo, consultor de finanças pessoais e professor da Fundação Instituto de Administração (FIA). Para ter uma ideia do vínculo entre o Ibovespa e o ETF Bova11, durante agosto, os dois papéis perderam 3,51%.

"Esses são investimentos bastante vantajosos para quem quer diminuir o risco da Petrobrás e diversificar a carteira", considera Almeida, do Insper. Ele salienta que entrar nos ETFs é ainda mais vantajoso para os investidores que pretendem participar da capitalização da estatal por meio da compra de cotas de fundos de investimentos.

"As taxas de administração dos fundos, normalmente, tiram a competitividade do investimentos, sobretudo na comparação com os ETFs", detalha.

Reserva de ações

Os interessados nas ações que vão compor o processo de capitalização da Petrobrás têm entre hoje e o dia 22 para fazer a reserva. Quem já é acionista tem prioridade no processo e prazo mais curto para demonstrar interesse, até dia 16.


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